A Polícia Federal iniciou investigações formais para apurar as circunstâncias da saída do senador Flávio Bolsonaro do território nacional, ocorrida em desacordo com determinação judicial expedida pelo Supremo Tribunal Federal. A ordem havia sido proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, impondo a proibição de deixar o país e a entrega imediata de documentos de viagem, tanto o passaporte comum quanto o diplomático.
A medida cautelar foi adotada a pedido da própria autoridade policial logo após o encerramento do segundo turno das eleições presidenciais, momento em que o parlamentar foi superado na disputa pelo comando do Executivo federal. A apuração busca esclarecer os detalhes logísticos da movimentação do senador antes que as restrições judiciais pudessem ser integralmente cumpridas pelos órgãos de fiscalização.
Cruzamento de fronteira e destino internacional
Segundo os levantamentos iniciais da força de segurança, o parlamentar atravessou a fronteira terrestre com a Argentina, de onde embarcou em uma aeronave particular rumo aos Estados Unidos. A viagem foi realizada na companhia de sua esposa e das duas filhas do casal.
A investigação policial apontou a ausência de registros oficiais nos sistemas de controle migratório brasileiro referentes à passagem do senador por postos formais durante o trajeto. A saída do país ocorreu poucos dias após manifestações públicas de familiares sugerindo a partida para o exterior com o objetivo de atuar na oposição política.
Investigações em andamento no supremo tribunal federal
O parlamentar permanece sob escrutínio da justiça em procedimentos que tramitam na mais alta corte do país. Entre os casos em análise estão suspeitas relacionadas a operações financeiras envolvendo plataformas de apostas e o financiamento de produções audiovisuais voltadas à trajetória política de sua família.
As restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal incluíram o bloqueio de documentos de viagem e a proibição de contato com outros investigados em inquéritos correlatos. Mesmo com o cancelamento formal dos passaportes emitidos pelo Estado brasileiro e a inserção de alertas em sistemas de controle, a corporação policial esclareceu que tais restrições administrativas não configuram, por si sós, mandado de prisão imediata.