Supermercado no Amazonas é condenado a pagar R$ 500 mil por vender produtos vencidos

Supermercado no Amazonas é condenado a pagar R$ 500 mil por vender produtos vencidos

A Justiça do Amazonas proferiu uma sentença condenatória contra a rede Vitória Supermercados, determinando o pagamento de uma indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos. A decisão, publicada em 14 de julho, é resultado de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) após a identificação de irregularidades graves na comercialização de itens destinados ao público.

Irregularidades e fiscalização no varejo

O processo teve origem em uma representação encaminhada pelo Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM) no ano de 2021. Durante as fiscalizações realizadas nas unidades da rede, agentes encontraram diversos produtos que não apresentavam condições adequadas para a venda, colocando em risco a saúde dos clientes.

Entre os problemas detectados pelos fiscais, destacam-se a presença de mercadorias com embalagens violadas ou amassadas, além de itens com o prazo de validade expirado ou totalmente desprovidos de informações sobre a data de consumo. Essas práticas foram classificadas como violações diretas ao Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC).

Determinações judiciais e penalidades

Além da indenização, que será integralmente revertida ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor (Fundecon), a sentença impôs obrigações imediatas à rede. A empresa recebeu o prazo de 24 horas, a contar da publicação da decisão, para retirar de circulação todos os produtos que estivessem em desacordo com as normas sanitárias e de consumo.

A Justiça estabeleceu ainda uma multa de R$ 50 mil para cada novo auto de constatação emitido em caso de descumprimento ou reincidência. Segundo informações do MPAM, a rede de supermercados não apresentou contestação dentro do prazo legal previsto no processo.

Proteção aos direitos do consumidor

A promotora de Justiça Sheyla Andrade dos Santos, responsável pela 81ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa e Proteção dos Direitos do Consumidor (Prodecon), enfatizou o caráter reparador da decisão. Para o órgão, a comercialização de itens inadequados fere os interesses morais da coletividade.

A promotora reforçou que a sociedade não pode ser submetida ao consumo de produtos que ofereçam riscos à saúde. O Ministério Público segue monitorando o caso, enquanto a defesa da rede de supermercados ainda não se manifestou sobre o cumprimento das medidas impostas pelo Judiciário.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Previsão do tempo em Cuiabá indica calor intenso e chuva isolada
Foto: g1
previsão do tempo em cuiabá aponta calor intenso com máximas de 40ºC e pancadas de chuva à tarde e à…
Apostas de cinco cidades mato-grossenses faturam prêmios na Lotofácil
1 de 1 Lotofácil — Foto: Millena Sartori/g1
Cinco apostas de Mato Grosso acertam 14 números na Lotofácil e garantem prêmios em dinheiro neste concurso….
Mutirão em Cuiabá disponibiliza 3 mil postos de trabalho para comércio e indústria
Foto: Reprodução
Feira em Cuiabá oferece mais de 3 mil vagas de emprego nos setores de indústria e comércio no dia 29…
Cuiabá terá alterações no trânsito e bloqueios para o segundo turno
Foto: Reprodução
Cuiabá terá interdições no trânsito durante o segundo turno das eleições. Confira os locais e horários dos bloqueios nas vias….
Prisão de policial penal e detento revela esquema de drogas em presídio
Foto: Sejus-MT
Policial penal e detento são presos com drogas e celulares em presídio de Mato Grosso durante atendimento irregular….
Banco Central aprova novas regras para proteger consumidor em ofertas de crédito
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Banco Central aprova novas regras para proteger o consumidor em ofertas de crédito, criando painel de dívidas e restrições no…