Um agente público e um custodiado foram alvos de uma operação policial após a descoberta de uma tentativa de burlar a segurança interna no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra, localizado a duzentos e quarenta e dois quilômetros de Cuiabá. A ocorrência foi registrada em uma quinta-feira e mobilizou tanto a administração penitenciária quanto as autoridades policiais para apurar o grau de envolvimento dos suspeitos com o fluxo irregular de ilícitos para o interior do estabelecimento.
A investida criminosa veio à tona após movimentações atípicas no setor de atendimento por videoaudiência da unidade. O funcionário público escalado para a função solicitou o deslocamento de um recluso para a sala de transmissão e, logo em seguida, determinou o retorno imediato à cela, alegando o encerramento do compromisso de forma antecipada.
Suspeita e descoberta de ilícitos na unidade prisional
A conduta incomum gerou desconfiança nos demais funcionários de plantão, que decidiram averiguar os registros oficiais do cartório penal. A checagem rápida revelou que a escala vespertina de atendimentos virtuais só teria início horas mais tarde e que não havia nenhuma oitiva agendada para aquele recluso no horário estipulado.
Diante da inconsistência, a equipe de segurança realizou uma busca minuciosa no custodiado. Durante a revista, foram encontrados entorpecentes, aparelhos telefônicos, uma bateria avulsa, além de materiais como gesso e cola, que costumam ser empregados para camuflar esconderijos e adulterar estruturas físicas dentro do ambiente prisional.
Desdobramentos judiciais e medidas administrativas
Com o flagrante consumado, o preso foi autuado formalmente por tráfico de entorpecentes e por introdução de aparelhos de comunicação em estabelecimento prisional sem autorização legal. Os materiais apreendidos foram encaminhados para a perícia enquanto a Polícia Civil aprofunda as diligências para identificar outros possíveis envolvidos na rede de apoio criminosa.
A resposta institucional ao caso ocorreu logo após a realização da audiência de custódia, momento em que a autoridade judicial determinou a conversão da prisão do servidor em preventiva. Paralelamente às investigações criminais na esfera penal, a Corregedoria-Geral instaurou um Processo Administrativo Disciplinar para avaliar a conduta do agente, que teve o afastamento imediato de suas funções determinado pelas autoridades competentes.