A Polícia Civil de Itapetininga, no interior de São Paulo, efetuou a prisão de quatro pessoas envolvidas no assalto à Escola Estadual Anésia Pinheiro Machado. O crime, que chocou a comunidade local, ocorreu no dia 27 de julho, justamente no primeiro dia de funcionamento da unidade de ensino, que havia sido entregue pelo Governo do Estado poucos dias antes.
Ação policial e desdobramentos da investigação
A operação, realizada nesta segunda-feira (3), resultou na captura de dois indivíduos por meio de mandados de prisão temporária e outros dois em flagrante. Durante a ação, as autoridades conseguiram recuperar parte dos equipamentos subtraídos, incluindo um notebook identificado como patrimônio público, além da apreensão de dois veículos e dois aparelhos celulares que teriam sido utilizados pelos criminosos.
Dinâmica do crime e o impacto na comunidade escolar
O assalto foi marcado pela violência psicológica contra as vítimas. De acordo com o boletim de ocorrência, os criminosos renderam o porteiro da escola e um transeunte que passava pelo local, mantendo ambos amarrados durante a ação. Embora tenham sido ameaçados, os reféns não sofreram agressões físicas. Estima-se que o grupo, composto por cerca de seis a oito pessoas encapuzadas, tenha levado aproximadamente R$ 400 mil em eletrônicos, como tablets, projetores, televisões e mesas digitalizadoras.
Posicionamento das autoridades e continuidade do caso
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) lamentou o episódio e confirmou o cancelamento das aulas que ocorreriam na segunda-feira (27), com o retorno das atividades remarcado para o dia seguinte. A pasta assegurou que o furto dos equipamentos não compromete o desenvolvimento pedagógico dos alunos. O caso segue sob investigação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itapetininga, que aguarda os resultados da perícia técnica realizada no local para identificar possíveis outros envolvidos. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas pelo portal g1.