A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu que o professor Breno Antônio Humberto de Morais, de 25 anos, foi vítima de uma emboscada antes de ser assassinado. O corpo do docente foi localizado na última quinta-feira (8), em um córrego situado no bairro Capão do Pequi, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, encerrando uma busca que durou 12 dias.
Investigação sobre a emboscada e o suspeito
Imagens de câmeras de segurança foram cruciais para o avanço das investigações. Os registros mostram o momento exato em que Breno cumprimenta um motociclista e sobe na garupa do veículo. Para o delegado Bruno Abreu, o comportamento da vítima indica que ela possuía familiaridade com o condutor, o que facilitou a ação criminosa.
O suspeito, identificado como Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, foi preso pela polícia. Segundo as autoridades, ele confessou o crime e teria indicado o local onde o corpo foi descartado. Elias é pai de um aluno da creche onde a vítima trabalhava e residia próximo ao local do achado de cadáver.
Defesa e contrapontos do caso
A defesa de Elias Samuel Delgado da Silva, representada pelo advogado Ronaldo Meirelles, contesta a versão apresentada pelas autoridades. O defensor alega que seu cliente é inocente e que o contato com o professor se restringia estritamente ao ambiente escolar, devido ao fato de o filho do suspeito ser aluno de Breno.
O advogado afirmou ainda que o suspeito já havia comparecido voluntariamente à delegacia no dia 2 de agosto para prestar esclarecimentos. A prisão, segundo a defesa, ocorreu de forma inesperada diante da colaboração prévia do investigado com as autoridades policiais.
Contexto e repercussão do desaparecimento
O caso ganhou contornos dramáticos após o irmão gêmeo da vítima, Bruno Humberto, notar irregularidades em mensagens enviadas pelo celular do professor. A família desconfiou da veracidade das comunicações, especialmente após o envio de uma foto onde as tatuagens de Breno não eram visíveis, o que levantou suspeitas de que outra pessoa estaria utilizando o aparelho.
O professor era descrito por familiares e colegas como uma pessoa dedicada e querida pela comunidade. Conforme reportado pelo g1, a família reforçou que a rotina de Breno era pautada pela responsabilidade e pelo cuidado com as crianças, tornando o desaparecimento e a morte um evento traumático para todos que conviviam com ele.