Operação Replay desarticula núcleo financeiro do Comando Vermelho com 15 alvos

Operação Replay desarticula núcleo financeiro do Comando Vermelho com 15 alvos

A Operação Replay, coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), deflagrou uma ofensiva contra o núcleo financeiro do Comando Vermelho em Mato Grosso. A ação, realizada na quinta-feira (30), mirou 15 investigados suspeitos de gerir o patrimônio da facção criminosa, com mandados cumpridos também em Santa Catarina e no Rio de Janeiro.

Estrutura financeira e o papel de W.T.

As investigações apontam que Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como “W.T.”, continua exercendo influência sobre as operações do grupo mesmo estando preso desde 2024. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava aparelhos celulares dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE) para emitir ordens diretas sobre a movimentação de dinheiro e a ocultação de bens.

O esquema contava com uma rede de colaboradores para manter a estrutura ativa. Entre os alvos estão Emerson Ferreira Lima, o “Gordão”, e sua esposa, Katani Adorno Bocardi, presa no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, ao retornar de uma viagem a Paris. A atuação de Katani era considerada estratégica pelo delegado Vitor Hugo Caetano, que destacou sua colaboração direta com o tesoureiro da facção.

Operadores e lavagem de ativos

A organização contava com profissionais de diversas áreas para conferir aparência de legalidade ao patrimônio ilícito. A advogada Dayane Karol Moreira da Silva é apontada como a responsável por regularizar documentos de imóveis registrados em nome de terceiros. Além dela, os jogadores de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, o “Soldado”, e Brunno Passos da Silva, o “Bruninho”, atuavam como operadores externos, mantendo contato direto com o comando e executando determinações financeiras.

A lista completa de investigados inclui ainda Wellen de Amorim Gomes, Aldemir de Assis Campos, Giselly Breier Streck, Thawany Nunes Silva de Bulhões, Jhonatan Alves Ventura, Paulo Vinicius Gabriel de Araújo, Wires Alves Guerra, Nagilda Cândida Ferreira Lima e Fernando Wagner Moraes Amorim.

Bloqueio de R$ 38 milhões em patrimônio

A Justiça determinou o sequestro de aproximadamente R$ 20 milhões em imóveis de alto padrão e veículos de luxo, incluindo propriedades localizadas em Santa Catarina. Somado ao bloqueio de R$ 18 milhões em ativos financeiros, a operação totaliza R$ 38 milhões em bens indisponibilizados.

A ação é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. O objetivo central é desmantelar a capacidade da organização criminosa de preservar seu patrimônio e continuar movimentando recursos ilícitos, mesmo após sucessivas intervenções policiais. Para mais detalhes sobre o combate ao crime organizado, consulte o portal Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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