A 25ª edição da Mostra de Audiovisual Universitário e Independente da América Latina (MAUAL) alcançou um marco histórico em sua trajetória. O evento registrou um recorde de 494 inscrições, consolidando sua relevância como um dos principais espaços de fomento à produção cinematográfica independente no continente. Ao todo, 103 obras foram selecionadas para compor a programação oficial, que ocorre entre os dias 06 e 10 de outubro no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Diversidade e alcance da mostra latino-americana
A seleção deste ano reflete a pluralidade da produção regional e internacional. Entre as obras escolhidas, 46 compõem a Mostra Competitiva, 51 integram a Mostra Paralela e seis são videoclipes. O alcance geográfico é expressivo, abrangendo 17 estados brasileiros e produções originárias de Cuba, Venezuela, Colômbia, Uruguai e Equador. Mato Grosso, estado sede, possui uma representação significativa com 25 filmes selecionados.
A curadoria foi realizada por um grupo de oito especialistas, incluindo profissionais do setor, docentes, estudantes e agentes culturais. O processo de avaliação contemplou uma vasta gama de formatos, como documentários, ficções, trabalhos experimentais e videoclipes, garantindo que diferentes linguagens estéticas fossem contempladas na edição comemorativa.
Homenagem ao cinema brasileiro e reflexão social
Para celebrar seus 25 anos de atividades ininterruptas, a organização escolheu o tema “Terra em Transe, Imagens em Movimento”. A temática é uma referência direta ao clássico de Glauber Rocha, lançado em 1967, buscando estabelecer um diálogo entre a obra cinematográfica e as complexidades enfrentadas pela sociedade contemporânea. A identidade visual da mostra, que traduz esse conceito, foi assinada pela multiartista Amanda Homem.
Espaço de visibilidade para produções independentes
Desde sua criação, a MAUAL mantém o compromisso de descentralizar o acesso à exibição cinematográfica. O evento atua como um catalisador para produções universitárias e independentes que frequentemente encontram barreiras para circular nos circuitos comerciais tradicionais. Ao oferecer o palco do Teatro Universitário, a mostra promove a democratização do olhar e o intercâmbio de narrativas latino-americanas.
Formação técnica e oficinas especializadas
Além das exibições, a programação estende-se até dezembro com um ciclo de oficinas voltadas ao aprimoramento técnico. As atividades incluem o curso “Do microfone aos Metadados”, ministrado por Yuri Kopcak, “Gerenciamento de Mídia Audiovisual no Set”, com Pê Mutz, e “Assistência de Câmera”, conduzida por Leila Sayuri e João Pedro Régis. Essas iniciativas reforçam o papel pedagógico do evento na formação de novos talentos do audiovisual.