O mercado brasileiro de pecuária iniciou a semana mantendo a tendência de firmeza nos preços, consolidando o cenário de valorização observado nos últimos dias. Segundo levantamento realizado pelo Cepea, a dinâmica de negociações reflete um ambiente onde a oferta restrita de animais prontos para o abate continua sendo o principal motor de sustentação das cotações em diversas praças pecuárias do país.
Dinâmica de preços e comportamento da indústria
Embora a tendência de alta persista, o ritmo das transações comerciais tem se mostrado lento. Tanto compradores quanto vendedores adotam uma postura de cautela, aguardando sinais mais claros de definição do mercado para avançar em novos contratos. A indústria frigorífica, por sua vez, monitora de perto o escoamento da carne no mercado interno, mantendo expectativas de um incremento na demanda com a proximidade do Dia dos Pais.
Impacto da oferta restrita nas praças regionais
No noroeste do Paraná, a limitação na disponibilidade de animais permitiu um reajuste de R$ 10 tanto para bois quanto para fêmeas. As negociações situaram-se entre R$ 345 e R$ 350 por arroba, com as escalas de abate ajustadas para cerca de uma semana. Em São Paulo, o cenário de baixa liquidez não impediu a manutenção dos preços, com negócios fechados na faixa de R$ 345 a R$ 350 por arroba, atingindo picos pontuais de R$ 355, o que elevou a média do indicador Cepea/Esalq para R$ 347,90 por arroba.
Desafios logísticos e climáticos no campo
Em regiões como Sorriso, no Mato Grosso, o mercado permanece travado, com baixa liquidez e escassez de oferta, mantendo a média de R$ 325 por arroba. Já no Rio Grande do Sul, a situação é agravada por fatores climáticos; as chuvas recentes dificultaram o acesso ao gado, intensificando a restrição de oferta. As escalas de abate no estado gaúcho permanecem curtas, variando predominantemente entre dois e quatro dias, refletindo a dificuldade de reposição imediata dos estoques pelos frigoríficos.