O sistema penitenciário de Mato Grosso avançou em um processo licitatório voltado para a segurança tecnológica de suas unidades. A companhia Polsec Indústria e Comércio de Equipamentos de Segurança Ltda. foi a vencedora de um certame avaliado em R$ 39,8 milhões para a implementação de barreiras tecnológicas contra comunicações irregulares e aeronaves não tripuladas.
O extrato com o resultado oficial da concorrência foi divulgado no Diário Oficial. A medida busca conter o uso clandestino de aparelhos eletrônicos dentro dos estabelecimentos penais do estado, um problema recorrente que desafia as forças de segurança pública na gestão carcerária.
Escopo completo e infraestrutura tecnológica
O contrato estabelece que a prestação de serviços abrange todas as etapas necessárias para o pleno funcionamento da tecnologia. Entre as obrigações da empresa contratada estão a elaboração de projetos de engenharia, a entrega e montagem dos dispositivos, além da ativação operacional do sistema integrado.
A cobertura contratual também compreende o monitoramento contínuo das redes, suporte técnico especializado e manutenção preventiva regular. O acordo prevê ainda a atualização periódica de hardwares e softwares, capacitação de equipes e a construção da infraestrutura física indispensável para a operação.
Desafios no controle de comunicações e apreensões
A iniciativa ocorre em um cenário de constantes tentativas de burlar a segurança interna dos estabelecimentos penais. Dados oficiais indicam que mais de 2 mil celulares foram confiscados no sistema prisional estadual durante o primeiro semestre.
Até o momento, as autoridades competentes não divulgaram quais unidades prisionais receberão os bloqueadores inicialmente, tampouco informaram o cronograma de instalação ou os prazos estabelecidos para o início das operações de interrupção de sinal.