O nível do Lago Guaíba, em Porto Alegre, enfrenta uma elevação gradual que preocupa autoridades e moradores. De acordo com projeções do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da UFRGS, a cota de alerta de 2,50 metros deve ser atingida entre sexta-feira (24) e sábado (25).
Causas da subida e monitoramento hidrológico
A elevação é uma consequência direta dos expressivos volumes de precipitação registrados nas bacias dos rios Taquari e Caí. Embora os modelos indiquem uma redução na intensidade das chuvas, o deslocamento da água pelos rios afluentes em direção à capital mantém o sistema em estado de atenção constante.
A cota de inundação no Cais Mauá está estabelecida em 3 metros. O monitoramento contínuo realizado pelo Sistema de Alerta Hidrológico busca antecipar possíveis riscos à infraestrutura urbana e às áreas de ocupação próxima à orla.
Ações preventivas e assistência à população
A Prefeitura de Porto Alegre intensificou as vistorias em regiões ribeirinhas, com foco especial nas ilhas e no Extremo Sul da cidade. Como medida de precaução, dois abrigos foram preparados nos bairros Petrópolis e Restinga para garantir o acolhimento de famílias, caso a situação se agrave.
O cenário estadual reflete o impacto dos temporais, que já deixaram cerca de 1.200 pessoas fora de suas residências no Rio Grande do Sul. O coordenador da Defesa Civil estadual, coronel Luciano Boeira, confirmou que o nível do Guaíba pode se aproximar da cota de inundação durante o fim de semana.
Situação nos rios afluentes e infraestrutura
No interior, o quadro apresenta sinais de estabilização em algumas regiões. O rio Taquari iniciou processo de declínio em Estrela e Lajeado, embora ainda apresente subida no município de Taquari. No Vale do Caí, a situação em São Sebastião do Caí está em declínio, enquanto Montenegro permanece sob monitoramento rigoroso.
Para mitigar os efeitos das cheias na capital, seguem em execução obras de reconstrução em diques, como os do Sarandi e da Fiergs, além de intervenções em 11 casas de bombas. O alinhamento estratégico entre o governador Eduardo Leite e o prefeito Sebastião Melo reforça a coordenação das ações emergenciais. Para mais informações sobre o monitoramento, consulte o Serviço Geológico do Brasil.