O 32º Grito dos Excluídos e das Excluídas será realizado em Cuiabá no dia 7 de setembro, às 17h30, na Praça Ipiranga. A mobilização, que ocorre tradicionalmente na semana da Independência, reafirma o lema “A vida em primeiro lugar” ao pautar temas como a defesa da terra, moradia, soberania, preservação ambiental e a garantia dos direitos das mulheres.
Mobilização por direitos e justiça social
A programação na capital mato-grossense teve início no dia 1º de setembro com a ação “chá com pão”, realizada na Praça Ipiranga. A iniciativa buscou aproximar o movimento da população em situação de rua, oferecendo acolhimento e espaço para o debate sobre as pautas da edição deste ano. Além de Cuiabá, o movimento articula ações em diversas regiões do estado, incluindo Rondonópolis, onde as atividades contam com a parceria de pastorais sociais, sindicatos e coletivos.
O papel das mulheres na luta por dignidade
A defesa dos direitos das mulheres ocupa um lugar central no debate desta edição. Segundo Marilza Schuína, integrante do movimento e representante do Fórum Estadual de Direitos Humanos e da Terra, a pauta é uma resposta direta aos índices de violência enfrentados pelo público feminino. O objetivo é promover a conscientização e a luta pela preservação da vida, combatendo as desigualdades que afetam a sociedade de forma transversal.
Contexto histórico e articulação nacional
Criado em 1995 por iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Grito dos Excluídos nasceu com o propósito de ampliar as discussões sobre soberania e direitos sociais. Ao longo de mais de três décadas, o movimento consolidou-se como um espaço de reflexão crítica, dando visibilidade a grupos historicamente marginalizados e ocupando o feriado de 7 de setembro como uma data de manifestação popular e resistência.