A capital mato-grossense prepara uma celebração especial nesta sexta-feira (16) para marcar os 35 anos da histórica visita do papa João Paulo II a Cuiabá. O evento, que ocorre no Sesi Papa, na região da Cruz do Papa, revisita o local onde o pontífice celebrou uma missa memorável em 1991, consolidando um dos momentos mais marcantes da trajetória religiosa da cidade.
Programação e homenagens na capital mato-grossense
A celebração, com entrada gratuita e aberta ao público, tem início às 19h com a realização de uma Santa Missa. A expectativa da organização é reunir cerca de 4 mil fiéis para relembrar o legado deixado pelo líder da Igreja Católica durante sua passagem pelo estado. A estrutura montada no Sesi Papa busca proporcionar um ambiente de reflexão e memória para a comunidade local.
Às 20h, o evento ganha um contorno artístico com a inauguração de uma nova escultura de São João Paulo II. A obra, assinada pelo escultor Francisco Charneca, foi concebida para eternizar a presença do papa no espaço que leva o seu nome. O encerramento das atividades está previsto para as 21h, com uma apresentação musical da cantora católica Celina Borges.
O legado da visita de 1991
A passagem de João Paulo II por Cuiabá, ocorrida em outubro de 1991, permanece viva na memória coletiva dos mato-grossenses. Naquela ocasião, o pontífice reuniu mais de 4,5 mil jovens de diversas regiões do país, promovendo um encontro marcado pela emoção e pelo diálogo intergeracional. O evento foi amplamente coberto pela TV Centro América, cujos registros documentam a recepção calorosa dos fiéis.
Temas sociais e ambientais no discurso papal
Durante sua estadia, o papa utilizou o púlpito para abordar questões que, décadas depois, mantêm sua relevância. O pontífice demonstrou preocupação com a situação dos imigrantes e as condições de vida das crianças, classificando-as como as principais vítimas da migração descontrolada, expostas à precariedade e ao abandono.
Além das pautas sociais, João Paulo II destacou a importância da proteção ambiental. Ele estabeleceu uma relação direta entre a preservação da natureza e o direito fundamental à vida, alertando contra a exploração desordenada dos recursos naturais. O papa enfatizou que a busca por ganhos materiais não deveria se sobrepor aos valores humanos essenciais.