A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi designada pela Artesp para retomar a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A medida, que terá validade inicial de até 90 dias, visa restabelecer a regularidade do transporte ferroviário na capital paulista após uma série de interrupções críticas registradas na rede.
Intervenção emergencial para restaurar o serviço
A decisão foi motivada por falhas operacionais severas ocorridas na manhã de quinta-feira (23), que paralisaram o fluxo de passageiros e geraram transtornos generalizados. O sistema estava sob responsabilidade da concessionária Trivia Trens desde a última terça-feira (21), quando a gestão privada das linhas foi iniciada.
O governo de São Paulo justificou a intervenção como uma ação necessária para garantir a qualidade do serviço. O objetivo central é prevenir novos episódios de instabilidade que prejudiquem a rotina dos usuários que dependem diariamente do transporte sobre trilhos.
Posicionamento da regulação estadual
André Isper, Diretor-Presidente da Artesp, classificou como inaceitável o desempenho da concessionária nos primeiros dias de operação assistida. Segundo o gestor, a retomada pela CPTM é uma medida imediata para mitigar o impacto negativo sentido pela população durante o período de transição.
A agência reguladora reforçou que o contrato de concessão está sob rigorosa fiscalização. A prioridade, conforme declarado em comunicado oficial, é assegurar a excelência na prestação do serviço público, impedindo que falhas técnicas comprometam a mobilidade urbana na região metropolitana.
Apuração de responsabilidades e próximos passos
Além da retomada operacional, a Artesp iniciou um processo de investigação para identificar as causas técnicas das falhas. O órgão apurará a responsabilidade da Trivia Trens pelos problemas enfrentados pelos passageiros desde o início da concessão.
- Identificação das causas das falhas técnicas.
- Apuração de responsabilidades da concessionária.
- Monitoramento da qualidade do serviço pela CPTM.
- Garantia de continuidade do transporte para a população.
O governo estadual reiterou que não permitirá que a prestação de um serviço essencial seja negligenciada. A expectativa é que, com o retorno da CPTM, a estabilidade do sistema seja normalizada enquanto as medidas contratuais cabíveis são analisadas.