Carlinhos Bezerra é condenado a 36 anos por duplo homicídio em Cuiabá

Carlinhos Bezerra é condenado a 36 anos por duplo homicídio em Cuiabá

O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão em regime fechado. O réu foi sentenciado pelo assassinato de sua ex-companheira, Thays Machado, e do namorado dela, Willian César Moreno. O crime, que chocou a capital mato-grossense, ocorreu em janeiro de 2023 e teve seu desfecho judicial após mais de três anos de tramitação processual.

Sentença e desdobramentos do julgamento em Cuiabá

A decisão da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, determinou o início imediato do cumprimento da pena em regime fechado. Durante a leitura da sentença, a magistrada negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, mantendo a prisão preventiva que já vinha sendo cumprida. A defesa de Carlos Alberto Bezerra informou que pretende recorrer da decisão.

Qualificadoras e a dinâmica do crime

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sustentou a acusação de feminicídio e homicídio qualificado. Segundo os autos, os disparos foram efetuados em via pública, em uma área urbana movimentada, utilizando uma pistola semiautomática. Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Estratégia da defesa e o debate sobre sanidade mental

Ao longo do processo, a defesa tentou diversas vezes adiar a sessão do júri, alegando a necessidade de um incidente de insanidade mental. Os advogados argumentaram que o réu apresentava transtorno delirante persistente, popularmente associado ao ciúme mórbido. A Justiça, contudo, negou os pedidos de adiamento, mantendo o cronograma do julgamento mesmo após a interrupção temporária ocorrida quando a defesa deixou o plenário por discordâncias sobre o acesso a informações processuais.

Contexto de violência e decisão judicial

O caso ganhou repercussão nacional devido ao histórico das partes envolvidas e à natureza do crime, classificado como feminicídio. A acusação enfatizou que o ato ocorreu em um contexto de violência de gênero e abuso de superioridade física. Com a condenação, o Poder Judiciário encerra uma etapa crítica do caso, reafirmando a manutenção da custódia do réu, que é filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra. Mais informações sobre o sistema judiciário brasileiro podem ser consultadas no portal do Conselho Nacional de Justiça.

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