Empregados da Caixa Econômica Federal realizaram um ato público em Cuiabá nesta terça-feira (15), intensificando a mobilização da categoria que permanece em greve desde a última quinta-feira (10). O movimento, que conta com adesão total no estado de Mato Grosso, reflete o impasse nas negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Paralisação total das agências em Mato Grosso
Segundo dados confirmados por João Dourado, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Mato Grosso, a paralisação atingiu a totalidade das unidades da instituição no estado. Com as portas fechadas, o atendimento presencial está suspenso por tempo indeterminado, enquanto os bancários aguardam uma nova rodada de negociações com a direção do banco.
Pontos de divergência na proposta da Caixa
A rejeição da proposta final apresentada pela estatal foi massiva, com mais de 90% das bases sindicais, conforme levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), votando contra o texto. Entre os itens rejeitados estava um prêmio de R$ 3 mil por funcionário e o reajuste salarial atrelado à Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Um dos pontos mais críticos do debate envolve o Saúde Caixa. A proposta do banco previa elevar de 6,5% para 8% a participação da instituição no custeio do plano de saúde, valor considerado insuficiente pelos trabalhadores. Além da questão remuneratória, a categoria reivindica a realização de concurso público para recompor o quadro de pessoal e otimizar o atendimento à população.
Posicionamento do banco e canais de atendimento
Em nota oficial, a Caixa reiterou que mantém os canais digitais e de autoatendimento operando normalmente para minimizar os impactos aos clientes. O banco declarou que permanece com o diálogo aberto e retornou à mesa de negociações buscando um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas.
Antes da deflagração da greve, a instituição havia sinalizado que a oferta apresentada era definitiva. O banco chegou a alertar que, caso os termos não fossem aceitos dentro do prazo estipulado, poderia retirar a proposta da mesa e judicializar a questão por meio de um dissídio coletivo na Justiça do Trabalho. Para acompanhar o desenrolar das negociações, acesse o portal g1.globo.com.