Vereadores de Mato Grosso são investigados em esquema de migração ilegal para os Estados Unidos

Vereadores de Mato Grosso são investigados em esquema de migração ilegal para os Estados Unidos

A Polícia Federal identificou um suposto esquema de promoção de migração ilegal com atuação em Mato Grosso, utilizando o cruzamento de dados de passaportes e informações de brasileiros detidos na fronteira norte-americana. Entre os alvos da investigação estão os vereadores Vera Lúcia de Souza Mariano e Rugle Ferreira de Amorim, do município de Figueirópolis D’Oeste.

A ofensiva policial foi deflagrada por meio de uma operação que cumpriu ordens judiciais de busca e apreensão, além de bloqueio de bens. A apuração busca destrinchar a rota utilizada pelo grupo criminoso para viabilizar as viagens clandestinas ao exterior.

Operação policial mira parlamentares e bens bloqueados

As ordens judiciais expedidas pela Justiça Federal abrangeram mandados de busca e apreensão e o congelamento de valores e patrimônio dos investigados até o limite estipulado pelas autoridades. A investigação aponta que o esquema contava com uma estrutura organizada para viabilizar as viagens irregulares.

A Câmara Municipal de Figueirópolis D’Oeste informou que os parlamentares citados continuam exercendo suas funções normalmente. Até o momento da apuração, os órgãos competentes buscavam contato com a defesa dos suspeitos para obter posicionamento oficial sobre as acusações.

Cruzamento de dados revela rede de passaportes e detenções

O avanço das investigações ocorreu após os agentes federais cruzarem informações de emissão de passaportes com registros oficiais de cidadãos brasileiros detidos ao tentarem entrar de forma irregular em território norte-americano. Cerca de cento e cinquenta pessoas com ligação ao grupo foram interceptadas no exterior.

A metodologia policial permitiu mapear o fluxo de pessoas que utilizavam os serviços ilícitos da rede criminosa. O suporte logístico abrangia desde a preparação burocrática inicial até a travessia terrestre pela fronteira com o México.

Transferências bancárias e repasse de bens como pagamento

Com a quebra de sigilo financeiro autorizada pela Justiça, os investigadores descobriram como era feito o financiamento do esquema clandestino. Os migrantes realizavam transferências de dinheiro diretamente aos envolvidos ou assinavam procurações legais.

Esses documentos entregavam aos suspeitos o controle sobre veículos, imóveis e outros patrimônios mantidos pelos viajantes no Brasil. O material apreendido nas diligências agora passa por análise técnica para individualizar a conduta dos suspeitos, que respondem por crimes de promoção de migração ilegal e associação criminosa, conforme detalhado em reportagem do g1.

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