A família de Renan Schimonishi, um jovem de 21 anos natural de Cuiabá, enfrenta um momento de profunda dor e complexidade burocrática após o falecimento do rapaz em Londres, na Inglaterra. O caso, ocorrido na última quarta-feira (30), mobiliza parentes que buscam viabilizar o translado do corpo para o Brasil, um processo que exige recursos financeiros elevados e trâmites internacionais rigorosos.
Segundo relatos de Patrícia Schimonischi, mãe do jovem, Renan residia na capital inglesa há seis anos, onde trabalhava. O pai do rapaz, que também vive no Reino Unido, tem acompanhado de perto os procedimentos legais no país. A mãe, que permanece em Mato Grosso, descreveu o momento da perda como uma dor irreparável, destacando que, em sua última conversa com o filho, ele se mostrava feliz e amoroso.
Desafios logísticos e custos do translado internacional
O processo para trazer o corpo de volta ao país envolve custos estimados em R$ 71 mil. De acordo com informações fornecidas pela família, o corpo de Renan encontra-se atualmente sob cuidados do Instituto Médico Legal (IML) local. A previsão é de que ele permaneça no órgão por cerca de três dias antes de ser transferido para uma funerária, onde deve aguardar por aproximadamente 10 dias até que toda a documentação e preparação para o transporte internacional estejam concluídas.
A família buscou diversas alternativas para angariar o montante necessário, incluindo contatos com empresários e lideranças locais, porém, até o momento, não obteve suporte externo. O Ministério das Relações Exteriores foi procurado pela reportagem para esclarecer possíveis orientações ou auxílios governamentais, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
Campanha de arrecadação e apoio popular
Diante da urgência, os familiares optaram pela criação de uma vaquinha online para arrecadar o valor total, fixado em uma meta de R$ 100 mil. A iniciativa, iniciada em 30 de setembro, tem contado com a solidariedade de centenas de pessoas. Até a última atualização, a campanha já havia alcançado mais de 28% do objetivo, com o apoio de 323 colaboradores que se sensibilizaram com a situação.
Em casos de falecimento de brasileiros no exterior, a responsabilidade pelo translado recai, via de regra, sobre os familiares. Embora o governo brasileiro possua mecanismos previstos em decreto federal para situações excepcionais, o processo é rigoroso e depende do preenchimento de requisitos específicos para que o custeio público seja autorizado pelo Itamaraty.