Terremoto no Japão eleva número de mortos para 23 enquanto resgates continuam

Terremoto no Japão eleva número de mortos para 23 enquanto resgates continuam

As comunidades rurais situadas no sudoeste do Japão enfrentam um cenário de destruição e incerteza nesta quinta-feira (30). Dois dias após um forte terremoto de magnitude 7,1 atingir a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, as equipes de resgate intensificam os esforços em uma corrida contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros.

O balanço oficial das autoridades aponta para ao menos 23 mortos, número que pode subir para 28, conforme estimativas do secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara. Além das vítimas fatais, o governo local confirmou que 63 pessoas ficaram feridas, sendo cinco delas em estado grave, enquanto o número de desaparecidos permanece sob investigação.

Operações de resgate e o colapso no shopping Aeon Mall

Os danos mais severos concentraram-se no shopping Aeon Mall, localizado na cidade de Kashima. O complexo foi palco de uma explosão logo após o tremor inicial, resultando no desabamento do segundo andar enquanto centenas de pessoas ainda estavam no local.

Embora cerca de 3 mil clientes tenham sido evacuados para o estacionamento, seis mortes foram confirmadas apenas no shopping. Equipes de emergência continuam trabalhando na remoção de escombros, enquanto familiares aguardam por notícias nas proximidades do centro comercial.

Impactos estruturais e a crise nos centros de acolhimento

A infraestrutura da região sofreu danos significativos, com 23 mil imóveis permanecendo sem energia elétrica. Mais de 10 mil pessoas estão abrigadas em cerca de 400 centros de evacuação, como ginásios e espaços públicos, temendo novos desabamentos em suas residências.

A situação é agravada pelo calor intenso, com temperaturas que podem atingir 33°C. O Ministério do Meio Ambiente emitiu um alerta para o risco de insolação, levando as autoridades a instalarem fontes de energia adicionais para garantir o funcionamento de aparelhos de ar-condicionado nos locais de acolhimento.

Desafios logísticos e vulnerabilidade das construções

O desabamento de uma chaminé na fábrica da Nippon Paper Industries, na região de Yatsushiro, exemplifica a fragilidade de certas estruturas diante de tremores de alta magnitude. Embora o país possua normas rigorosas de construção, casas tradicionais da região demonstraram maior vulnerabilidade.

A gestão de desastres segue monitorando a situação em toda a ilha de Kyushu. Para mais informações sobre o monitoramento sísmico na região, consulte os dados da Agência Meteorológica do Japão.

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