SUS na Floresta abre unidades de saúde em Carauari para atender ribeirinhos do Amazonas

SUS na Floresta abre unidades de saúde em Carauari para atender ribeirinhos do Amazonas

A rotina de milhares de moradores da zona rural de Carauari, no Amazonas, passou por uma transformação significativa com a inauguração de novos pontos de atendimento à saúde. Localizadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, as unidades visam reduzir a necessidade de deslocamentos exaustivos até a zona urbana, que anteriormente exigiam dias de navegação pelos rios da região. A iniciativa integra o projeto SUS na Floresta, focado em levar assistência básica para áreas remotas da Amazônia.

Infraestrutura adaptada e tecnologia em áreas remotas

As novas unidades de saúde foram projetadas para atender às particularidades geográficas da região, onde a ausência de rodovias torna o transporte fluvial a única alternativa. Cada ponto de atendimento conta com consultórios para consultas presenciais e remotas, sala de triagem e consultório odontológico. A estrutura também dispõe de conexão à internet para viabilizar o uso de tecnologias de telessaúde, permitindo um suporte mais ágil e eficiente aos pacientes.

O modelo operacional não busca substituir o sistema público, mas sim fortalecer a rede existente. A gestão do projeto é fruto de uma parceria público-privada que envolve a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), com suporte técnico da prefeitura de Carauari e da Secretaria do Meio Ambiente do Amazonas. Os profissionais que atuam nos postos estão vinculados à Estratégia Saúde da Família.

Impacto direto na qualidade de vida das comunidades

A presença dos postos de saúde já apresenta resultados práticos, como a redução de chamadas para lanchas de resgate, conhecidas como ambulanchas. Em apenas uma semana de funcionamento, unidades como a de Campina evitaram cinco deslocamentos de emergência para a cidade. Casos que variam de ferimentos graves, como perfurações por pregos ou anzóis, até o acompanhamento de pré-natal e doenças crônicas, agora encontram suporte local.

Para gestantes como Aldeniza Silva e Silva, que reside na comunidade de Boa Vista, a mudança representa a garantia de um pré-natal adequado. Anteriormente, a dificuldade de acesso impedia o cumprimento do cronograma de consultas recomendado pelo Ministério da Saúde. Com as unidades inauguradas em Bauana e Campina, que homenageiam lideranças comunitárias locais, cerca de 4,7 mil pessoas em 56 comunidades passam a ter um acesso mais digno e rápido aos serviços essenciais.

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