O governo do estado e a prefeitura do Rio de Janeiro determinaram, na tarde desta sexta-feira (7), a antecipação do encerramento de todas as atividades não essenciais. A medida preventiva foi adotada em resposta à previsão de ventos intensos, com rajadas que podem superar os 90 km/h, colocando a capital fluminense e municípios vizinhos em estado de alerta máximo.
As autoridades enviaram alertas via telefonia móvel recomendando que a população retorne para suas residências o mais breve possível. O objetivo central é garantir a segurança dos cidadãos diante do risco iminente de quedas de estruturas, árvores e objetos, fenômenos comuns em episódios de ventania severa na região.
Medidas de segurança e escala de atenção municipal
Para mitigar os riscos, o governo estadual decretou ponto facultativo a partir das 13h desta sexta-feira. A decisão, formalizada em edição extra do Diário Oficial, visa reduzir drasticamente a circulação de pessoas nas ruas durante o período de maior instabilidade atmosférica, conforme informou o Palácio Guanabara.
Simultaneamente, a prefeitura do Rio elevou o status da cidade para o Estágio 3, o terceiro nível em uma escala de cinco. Esse estágio é acionado quando ocorrências climáticas já impactam a rotina urbana, exigindo uma resposta coordenada dos órgãos de emergência e Defesa Civil para gerenciar os transtornos causados pelo clima.
Suspensão de aulas e impacto regional
A rede de ensino foi um dos setores mais afetados pelas restrições. A capital fluminense, assim como diversas cidades da região metropolitana e da Região Serrana, suspendeu as aulas em escolas públicas e privadas. O fechamento abrange tanto a rede municipal quanto a estadual.
Além do Rio de Janeiro, municípios como Niterói, Nova Iguaçu, Nilópolis, Belford Roxo, São João de Meriti e Petrópolis adotaram a mesma estratégia de precaução. A medida busca evitar que estudantes e profissionais da educação fiquem expostos aos perigos do deslocamento durante o pico da ventania.
Precedentes e histórico recente de vendavais
A preocupação das autoridades é justificada pelo histórico recente. Em 29 de julho, um vendaval com rajadas de até 105 km/h causou caos na infraestrutura urbana, resultando na interrupção de serviços de trens, metrôs e operações aeroportuárias. Naquela ocasião, a queda de árvores e o desabamento de estruturas deixaram um rastro de danos.
O episódio anterior também registrou vítimas fatais, incluindo duas mortes em Santa Teresa após o desabamento de um muro. Além dos danos materiais e interrupções no fornecimento de energia elétrica que afetaram centenas de milhares de pessoas, o evento reforçou a necessidade de protocolos rigorosos de aviso e antecipação para proteger a vida da população.