O esporte como política pública figura nos planos de governo dos dois candidatos que disputam o segundo turno para a Presidência da República. A relação do tema com a educação é mencionada por ambos, enquanto as divergências se acentuam nas propostas ligadas à infraestrutura, ao esporte feminino e à gestão de equipamentos. A Agência Brasil detalha as diretrizes apresentadas pelas campanhas.
As propostas evidenciam visões distintas sobre como o desporto deve ser integrado à sociedade, abarcando desde a formação de jovens até o incentivo ao alto rendimento e à economia criativa.
Visões sobre cidadania e juventude
Os dois candidatos relacionam o esporte à cidadania, mas partindo de pressupostos diferentes. O plano do candidato do PL destaca a conexão da área com a educação e a segurança, tratando a atividade como uma ferramenta ou tecnologia social para afastar os jovens da ociosidade.
Em contrapartida, a peça programática do candidato do PT atribui ao esporte a condição de vetor de transformação social e expressão cultural. A modalidade é equiparada à cultura e enquadrada como instrumento de desenvolvimento humano e inclusão.
Diferenças na educação e no alto rendimento
O candidato do PL dá destaque à relação entre esporte e educação, propondo a abertura de escolas nos recessos e o uso da infraestrutura escolar para fomentar o esporte competitivo. A estratégia aposta em parcerias com a iniciativa privada.
Por sua vez, o programa opositor propõe a criação da Universidade do Esporte para formar quadros técnicos e estruturar uma rede nacional de pesquisa e inovação voltada para a gestão do alto rendimento.
Abordagem sobre o esporte feminino e bolsas
No tocante ao esporte feminino, o plano do PL restringe a menção ao tema à exclusão de atletas transexuais. Além disso, o documento foca no aperfeiçoamento de bolsas para atletas de alto rendimento por meio da iniciativa privada.
O programa do candidato petista coloca as mulheres como protagonistas e destaca investimentos para a realização de eventos internacionais no país. Também prevê a continuidade de programas estruturantes já existentes e de obras de infraestrutura.
Infraestrutura e gestão de equipamentos
A gestão de equipamentos públicos e arenas esportivas apresenta contrastes marcantes entre as diretrizes. A atual gestão aposta na continuidade de investimentos públicos diretos em parceria com estados, municípios e organizações sociais.
O projeto concorrente enfatiza a colaboração com clubes, faculdades e universidades, além do fomento ao uso de tecnologia por meio de editais e parcerias público-privadas para ampliar o alcance das atividades esportivas.