Uma mulher foi detida em flagrante neste domingo (26), no município de Ponta Porã, sob a acusação de colocar a vida de um bebê em risco. A ocorrência foi registrada na Rua Benjamin Constant, situada no bairro Vila Áurea, após o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) receber denúncias anônimas sobre o comportamento da suspeita em uma conveniência local.
Ação policial e indícios de embriaguez
Ao chegarem ao local por volta das 12h, os agentes da Polícia Militar constataram que a mulher apresentava sinais evidentes de embriaguez, incluindo forte odor etílico, fala arrastada e instabilidade ao caminhar. Relatos de testemunhas presentes no estabelecimento indicaram que a situação era crítica, com a suspeita chegando a deixar a criança cair no chão durante o episódio.
Diante da gravidade dos fatos, os policiais deram voz de prisão à mulher por maus-tratos. Devido à resistência oferecida durante a abordagem, foi necessário o uso de algemas para garantir a segurança da equipe e da criança envolvida.
Comportamento agressivo na delegacia
Após ser encaminhada à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, a mulher manteve uma postura hostil, proferindo insultos contra os policiais. Em um momento de descontrole ainda no pátio da unidade, ela desferiu golpes com a própria cabeça contra as grades da viatura policial.
Para resguardar a integridade da corporação e documentar o ocorrido, o ato foi registrado em vídeo, servindo como prova de que os ferimentos sofridos pela detida não foram causados por intervenção dos agentes. A conduta da mulher resultou também em uma autuação por desacato.
Proteção ao menor e desdobramentos jurídicos
O Conselho Tutelar foi imediatamente acionado para intervir no caso. A instituição assumiu a responsabilidade legal pela criança, implementando as medidas de proteção necessárias para garantir o bem-estar do bebê. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o quadro clínico ou o estado de saúde da criança.
A suspeita permanece custodiada na 1ª Delegacia de Polícia Civil, onde aguarda os trâmites legais e segue à disposição da Justiça. O caso reforça a importância da atuação rápida dos órgãos de segurança e proteção social diante de situações de vulnerabilidade infantil, conforme detalhado em reportagem do g1.