Decisão administrativa sobre o uso do Parque das Águas
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), oficializou a proibição de um campeonato de “farmar aura” que estava programado para ocorrer nesta sexta-feira (24), no Parque das Águas. A decisão foi comunicada por meio de um vídeo publicado nas redes sociais na quinta-feira (23), onde o gestor justificou o veto com base na ausência de solicitação oficial e na falta de interesse público para a ocupação do espaço.
Segundo o prefeito, a organização do evento não protocolou nenhum pedido de autorização junto à Secretaria Municipal de Ordem Pública. Além da questão burocrática, Abilio Brunini questionou a natureza da competição, argumentando que o uso do parque deve estar alinhado a atividades que tragam benefícios edificantes à população local.
Questionamentos sobre o significado da gíria
Durante a gravação, o prefeito foi interpelado sobre o conceito do termo “farmar aura”, uma expressão que ganhou popularidade nas redes sociais nos últimos anos. Ao responder, Abilio Brunini afirmou desconhecer o significado da gíria, associando-a, em sua fala, a questões de orientação sexual. “Cara, eu não sei. Sou hétero, não sei como é essas coisas”, declarou o gestor.
O termo “farmar aura”, que deriva do universo dos jogos eletrônicos, refere-se ao ato de construir uma imagem pessoal que transmita estilo, admiração ou carisma. A expressão utiliza o verbo “farmar” — comum em jogos como Minecraft — para descrever o acúmulo de “pontos” de relevância social ou atratividade perante terceiros.
Justificativas da gestão municipal
A prefeitura reiterou que a realização de eventos em espaços públicos depende de critérios rigorosos de conveniência administrativa. O prefeito mencionou que existem dezenas de motivos para não autorizar o uso do Parque das Águas para este fim específico, classificando a proposta como algo que não contribui para o interesse coletivo.
A competição previa que os participantes tivessem um minuto para se apresentarem diante de jurados, que elegeriam os três melhores colocados. Apesar da promessa de premiação por parte dos organizadores, a administração municipal manteve o posicionamento de que o evento não possui justificativa para ocupar um bem público da capital mato-grossense.