O candidato à Presidência da República pelo PCO, Rui Costa Pimenta, apresentou seu programa oficial de governo, estruturado em 15 eixos temáticos que abrangem desde a reestruturação do mercado de trabalho até mudanças profundas na política econômica e social. O documento, que detalha as diretrizes da candidatura para o pleito de 2026, propõe intervenções diretas do Estado em setores estratégicos e a reversão de reformas implementadas em gestões anteriores.
A proposta de governo, que pode ser consultada na íntegra aqui, reflete a orientação ideológica do partido, priorizando a ampliação de investimentos públicos e a proteção direta aos trabalhadores e populações vulneráveis.
Diretrizes para a saúde e educação pública
Na área da saúde, o plano de Pimenta foca na expansão da infraestrutura e do corpo clínico. O candidato propõe um plano de emergência para a construção de hospitais e postos de saúde, além da contratação de profissionais pelo programa Mais Médicos. Para suprir a carência de especialistas a longo prazo, o programa defende a abertura imediata de centenas de cursos de medicina e enfermagem em universidades públicas, adotando o modelo de livre acesso, sem a necessidade de vestibular.
O setor educacional também é alvo de mudanças radicais. O plano prevê a estatização do ensino privado e o fim dos processos seletivos de ingresso no ensino superior. Além disso, o candidato propõe um aumento expressivo nas verbas destinadas ao setor público e estabelece uma jornada de trabalho máxima de 30 horas semanais para os profissionais da educação.
Reforma agrária e políticas habitacionais
O programa de governo aborda a questão fundiária com foco no assentamento imediato de milhões de trabalhadores sem-terra. A proposta inclui a demarcação de terras indígenas em áreas de conflito com latifundiários e defende o direito ao armamento para trabalhadores rurais e comunidades indígenas. No âmbito urbano, a política habitacional do PCO propõe a expropriação de imóveis ociosos pertencentes a especuladores imobiliários, além da proibição de despejos e a construção em larga escala de moradias populares.
Transformações na economia e no mercado de trabalho
A agenda econômica de Rui Costa Pimenta é marcada pelo cancelamento de todas as privatizações realizadas no país. O candidato propõe o fim da independência do Banco Central, a abolição da paridade dos combustíveis com o dólar e uma redução imediata de 50% nos preços dos derivados de petróleo. A estrutura tributária seria alterada para eliminar impostos sobre o consumo e salários, concentrando a carga fiscal exclusivamente sobre grandes fortunas e ganhos de capital.
No campo trabalhista, o programa defende a revogação integral da reforma trabalhista e das mudanças previdenciárias. Entre as medidas, destacam-se a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais, o estabelecimento de um salário mínimo de R$ 7,5 mil e a anulação das dívidas dos trabalhadores com o sistema financeiro. O candidato também propõe que o seguro-desemprego corresponda ao último salário recebido pelo trabalhador demitido.