Ação policial contra rede de agiotagem em Minas Gerais
A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou nesta sexta-feira (24) a segunda fase da Operação Bola de Neve, resultando na prisão de dez pessoas suspeitas de envolvimento com agiotagem e extorsão. A ofensiva, que visa desarticular um esquema criminoso de empréstimos com juros abusivos, cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Santa Luzia e Ibirité.
Entre os detidos, encontram-se nove homens e uma mulher de 23 anos. De acordo com as autoridades, a jovem seria esposa de um dos investigados e teria atuado como “laranja” na movimentação financeira do grupo. O contingente de presos inclui ainda um policial militar reformado e um cidadão colombiano, evidenciando a complexidade da rede criminosa que operava na região metropolitana.
Apreensões e evidências do esquema criminoso
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam diversos itens que servirão como prova para o inquérito policial. Entre os materiais recolhidos estão duas armas de fogo, munições, uma quantia significativa de dinheiro em espécie, além de computadores e aparelhos celulares que serão periciados em busca de registros das cobranças.
A investigação aponta que o grupo utilizava ameaças e violência física para coagir as vítimas a pagarem as dívidas contraídas sob condições abusivas. A Polícia Civil confirmou que as diligências continuam, uma vez que ainda existem suspeitos foragidos que possuem mandados de prisão em aberto.
Antecedentes e desdobramentos da operação
Esta nova etapa da operação dá continuidade a um trabalho investigativo iniciado em fevereiro deste ano, quando a primeira fase da Operação Bola de Neve resultou na prisão de seis pessoas. O histórico da investigação reforça o combate sistemático a organizações que exploram a vulnerabilidade financeira de cidadãos por meio de práticas ilícitas.
Em nota, a defesa da mulher de 23 anos declarou que a cliente é inocente e manifestou surpresa quanto ao suposto envolvimento do marido com o esquema de agiotagem. Os advogados afirmaram ainda que não tiveram acesso aos autos do processo e classificaram a prisão como infundada. O g1 segue acompanhando o caso e busca contato com as defesas dos demais investigados.