A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (3) a descoberta de um novo poço de gás natural localizado em águas profundas na Colômbia. A reserva foi identificada no poço exploratório Sandia-1, situado no bloco GUA-OFF-0, dentro da Bacia de Guajira. O achado reforça a estratégia da estatal brasileira em expandir sua presença em novas fronteiras exploratórias internacionais, visando a recomposição de suas reservas de hidrocarbonetos.
Geografia e profundidade do poço Sandia-1
O poço Sandia-1 está posicionado a 42 quilômetros da costa colombiana, em uma área de operação complexa que exige tecnologia de ponta. A lâmina d’água no local atinge 1.251 metros de profundidade, enquanto a distância até a cidade de Santa Marta é de 70,7 quilômetros. A perfuração, iniciada em 12 de junho, foi concluída com sucesso na quarta-feira (29), atingindo a profundidade final planejada pelo consórcio.
A localização é estratégica para a companhia, estando situada nas proximidades de outras descobertas relevantes na região. O poço Sandia-1 encontra-se a apenas 18 quilômetros do poço Sirius-1 e a 9 quilômetros do poço Copoazu-1. Essa proximidade geográfica entre os reservatórios sugere um potencial geológico significativo na Bacia de Guajira, que tem sido alvo de investimentos intensivos por parte da Petrobras e de seus parceiros locais.
Parceria estratégica com a Ecopetrol
As operações na Bacia de Guajira são conduzidas por meio de um consórcio formado entre a Petrobras, através da subsidiária Petrobras International Braspetro B.V – Sucursal Colômbia (PIB-COL), e a estatal colombiana Ecopetrol. Embora a empresa brasileira detenha uma participação minoritária de 44,44% no projeto, ela atua como a operadora responsável pelas atividades de exploração e desenvolvimento técnico no bloco.
A Ecopetrol, detentora de 55,56% do consórcio, trabalha em conjunto com a equipe técnica brasileira para avaliar a viabilidade comercial do gás encontrado. Segundo a Petrobras, o material está passando por análises laboratoriais detalhadas e perfis de poço para caracterizar a qualidade e o volume do recurso. A companhia reforçou que a descoberta é um passo importante para a segurança energética da região, alinhando-se aos objetivos globais de transição energética.
Contexto da margem equatorial e expansão internacional
A Bacia de Guajira é considerada uma extensão da margem equatorial, região que também é foco de intensos debates e expectativas no Brasil. Em outubro do ano passado, a Petrobras obteve licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para explorar petróleo na margem equatorial brasileira, área frequentemente comparada ao pré-sal devido ao seu elevado potencial produtivo.
Além da atuação na Colômbia e no Brasil, a estatal mantém uma presença global diversificada. Na África, a empresa opera em países como Namíbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul. Nas Américas, a companhia mantém ativos de produção e exploração na Bolívia, Argentina e Estados Unidos, consolidando sua posição como uma operadora internacional de relevância no setor de energia.