Uma força-tarefa composta por agentes da Polícia Civil, peritos da Polícia Científica e técnicos da distribuidora Equatorial Pará realizou, nos dias 5 e 6 de agosto, uma operação rigorosa contra o furto de energia elétrica em Santarém, no oeste do Pará. A ação visou coibir irregularidades que comprometem a rede de distribuição e a segurança da população nos bairros Liberdade e Residencial Salvação.
Fiscalização contra fraudes e ligações clandestinas
O primeiro alvo da operação, na quarta-feira (5), foi um estabelecimento comercial situado no bairro Liberdade. Após uma perícia técnica detalhada, as equipes constataram que o medidor de energia apresentava sinais claros de adulteração. O dispositivo, projetado para registrar o consumo real, estava sendo manipulado para reduzir indevidamente os valores faturados.
No dia seguinte, quinta-feira (6), a fiscalização avançou para o Residencial Salvação. Em um imóvel vistoriado, os peritos identificaram uma ligação clandestina, popularmente conhecida como gato. A fiação irregular estava conectada diretamente à rede de distribuição da Equatorial, contornando qualquer sistema de medição. O responsável pela residência foi intimado e deverá prestar esclarecimentos às autoridades policiais.
Impactos do furto de energia na rede elétrica
A prática de desviar energia elétrica gera consequências diretas para a estabilidade do sistema de distribuição em Santarém. Segundo a Equatorial Pará, as ligações clandestinas sobrecarregam os transformadores e a fiação local, resultando em quedas de tensão, oscilações constantes e danos a aparelhos eletrodomésticos de consumidores que estão em situação regular.
Além dos prejuízos técnicos e financeiros, as instalações irregulares representam um risco iminente à vida. A ausência de padrões de segurança nas conexões clandestinas aumenta drasticamente a probabilidade de curtos-circuitos, incêndios e acidentes fatais por choque elétrico, colocando em perigo tanto os moradores dos imóveis quanto a vizinhança.
Consequências jurídicas e canais de denúncia
As autoridades reforçam que o furto de energia é tipificado como crime pelo artigo 155 do Código Penal Brasileiro. Paralelamente, a manipulação de medidores pode ser enquadrada como estelionato, conforme o artigo 171. A Polícia Civil segue com as investigações para responsabilizar os autores das fraudes identificadas durante a operação.
As ações de fiscalização devem continuar de forma contínua em todo o município. A colaboração da sociedade é considerada fundamental para o sucesso do combate a essas irregularidades. Denúncias sobre suspeitas de furto de energia podem ser realizadas de maneira anônima através do telefone 190 ou pelos canais oficiais de atendimento da distribuidora.