Novas provas reunidas pela Polícia Civil de Mato Grosso trazem detalhes cruciais sobre a conduta de Gabriel Dombski Welter, de 21 anos, horas antes do acidente que resultou na morte do menino Gabriel Gustavo dos Santos da Fontoura, de 4 anos. O caso, ocorrido no dia 12 de julho em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, ganhou contornos mais graves após a divulgação de registros de câmeras de segurança que documentam o consumo de álcool pelo investigado.
Registros de monitoramento detalham consumo de álcool
As imagens de monitoramento mostram o momento em que o motorista adquire bebidas alcoólicas em uma conveniência local. Posteriormente, o mesmo indivíduo é flagrado em uma boate, onde aparece dançando e ingerindo bebidas antes de assumir a direção de seu veículo de luxo. Esses registros contradizem a versão apresentada pelo suspeito em depoimento, na qual ele alegou não ter visualizado o carro que seguia à sua frente.
Dinâmica da colisão na Avenida Blumenau
O acidente aconteceu na Avenida Blumenau, quando o veículo de luxo conduzido por Gabriel Dombski atingiu violentamente a traseira do carro onde estava a família. O impacto causou o capotamento do veículo das vítimas, que foi arremessado por vários metros. A criança sofreu traumatismo craniano e múltiplas fraturas, falecendo pouco tempo após dar entrada no Hospital Regional de Sorriso.
Denúncia do Ministério Público e histórico de infrações
No último dia 31, o Ministério Público formalizou a denúncia contra o condutor. A acusação destaca que o motorista já possuía o direito de dirigir suspenso devido a uma infração anterior relacionada ao consumo de álcool. Além da embriaguez ao volante, o órgão ministerial aponta que o investigado trafegava em velocidade superior à permitida na via no momento da colisão.
Situação jurídica do investigado
Após o ocorrido, o motorista recusou-se a realizar o teste do etilômetro. Ele foi preso em flagrante logo após o acidente, medida que foi posteriormente convertida em prisão preventiva pela Justiça após a audiência de custódia. O processo segue em tramitação para apurar a extensão da responsabilidade criminal pelo óbito da criança, conforme informações detalhadas pelo g1.