O início desta semana é marcado por um cenário de instabilidade climática no Rio Grande do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo para tempestades que devem atingir todo o território gaúcho, com foco especial na segunda-feira (27). O aviso indica um grau de perigo potencial, sendo o primeiro nível em uma escala que ainda compreende as categorias laranja e vermelha.
Previsão meteorológica e riscos imediatos
As condições atmosféricas esperadas incluem chuvas que podem variar entre 20 e 30 milímetros por hora, com possibilidade de atingir até 50 milímetros ao longo do dia. Além da precipitação, o instituto prevê ventos intensos, com velocidades oscilando entre 40 e 60 km/h, e a eventual queda de granizo.
Embora o alerta seja classificado como de baixo risco, a população deve manter a cautela. Existe a probabilidade de ocorrências como cortes pontuais no fornecimento de energia elétrica, danos a plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos localizados em áreas vulneráveis.
Monitoramento de inundações e níveis dos rios
Além das tempestades, o estado mantém um monitoramento rigoroso sobre a possibilidade de inundações, com um alerta laranja vigente até quarta-feira (29). A situação é mais crítica em duas regiões específicas, que foram classificadas sob alerta vermelho pela Defesa Civil, abrangendo municípios como Uruguaiana, Alegrete, São Gabriel, Rio Pardo e Canoas.
O acompanhamento hidrológico foca em diversas bacias hidrográficas que apresentam risco de cheias. Entre os pontos de atenção estão o baixo rio Uruguai, no trecho entre São Borja e Uruguaiana, e o rio Jacuí, desde Dona Francisca até o Delta. Também estão sob observação os rios Sinos, Ibirapuitã, Santa Maria, Ibicuí e Quaraí.
Protocolos da Defesa Civil
A gestão de riscos no estado utiliza uma escala de cinco níveis para orientar a população e as autoridades. O sistema varia do verde, que indica normalidade, até o roxo, reservado para situações de inundação extrema. Atualmente, o estado opera sob vigilância constante, equilibrando os avisos de atenção e alerta conforme a evolução dos volumes pluviométricos e o comportamento dos cursos d’água.