Centenas de manifestantes protestaram no começo da noite na região das sedes da Meta e do Google, na zona oeste de São Paulo. Com o slogan “Meta, não se meta”, os participantes apontaram censura nas participações de ativistas nas redes sociais, falta de neutralidade na mediação dos conteúdos e defesa de interesses próprios na gestão dos conteúdos e comunidades.
As entidades tentaram entregar um manifesto à Meta, responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, mas, segundo os organizadores, não foi permitido o protocolo do documento, que será encaminhado digitalmente, em ação de massa.
Reivindicações e críticas à atuação das plataformas
O pedido central do ato foi por maior transparência nas ferramentas que sustentam o debate público. Os organizadores exigiram locais para monitoramento, acompanhamento público e relatórios detalhados sobre as ações da empresa.
A soberania digital e popular também foi lembrada nas falas, com críticas à presença de grandes empresas de dados na gestão de parte dos sistemas de governo. A falta de proteção a grupos minoritários e o fomento a discursos de ódio nos algoritmos tiveram destaque durante o protesto.
Cobranças sobre o impacto eleitoral
Manifestantes apontaram desigualdade no impulsionamento de conteúdos e relataram casos de banimento mesmo com ordens judiciais favoráveis. Segundo os presentes, as plataformas estariam influenciando diretamente nas eleições do país e demonstrando falta de imparcialidade.
O ativista Thiago Torres Santos relatou que teve contas banidas e criticou o descumprimento de decisões do sistema legal brasileiro. Para os movimentos sociais, as big techs possuem lado e atuam contra os interesses da população.
Decisões recentes no âmbito judicial
Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral atendeu a um pedido da campanha para que a Meta explique dados sobre o suposto desfavorecimento de conteúdos e a desigualdade no impulsionamento de anúncios pagos. A campanha de outro presidenciável também ingressou com reclamação semelhante na corte.
Em resposta às demandas jurídicas, um ministro determinou prazo para que a empresa comprove a adoção de medidas de isonomia na distribuição de posts políticos. Em nota, a Meta alegou que as dificuldades decorrem do excesso de regras eleitorais e da demora natural nos processos de checagem.