Lula sanciona piso para frete mas barra anistia a caminhoneiros de atos golpistas

Lula sanciona piso para frete mas barra anistia a caminhoneiros de atos golpistas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (5), a Medida Provisória do Frete. O ato ocorreu durante uma cerimônia oficial realizada no Palácio do Planalto, com a presença de lideranças do setor de transporte rodoviário de cargas. A nova legislação tem como objetivo principal endurecer as normas que regem o transporte de mercadorias e garantir a efetiva aplicação do piso salarial da categoria.

Reforço na fiscalização e mudanças nas relações trabalhistas

Durante o evento, o presidente destacou que a eficácia da nova lei está diretamente ligada à capacidade de fiscalização dos próprios trabalhadores. Segundo Lula, é fundamental que a categoria acompanhe a aplicação das regras e denuncie qualquer descumprimento para assegurar que as alterações legais tenham impacto prático no cotidiano das estradas.

O chefe do Executivo afirmou que a medida altera profundamente a dinâmica entre empresários e motoristas, visando afastar a prática da chamada “lei do mais forte”. Além disso, o governo abordou demandas históricas, como o acesso a linhas de crédito para a renovação de frota, embora tenha reconhecido dificuldades em alinhar as políticas bancárias às diretrizes governamentais.

O veto à anistia de manifestantes

Um dos pontos centrais da sanção foi o veto ao dispositivo que concederia anistia aos caminhoneiros que participaram de manifestações ocorridas após a eleição presidencial. O trecho, que havia sido incluído pelo Congresso, foi removido por decisão do Executivo.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) justificou a medida afirmando que o veto visa impedir a criação de um tratamento desigual perante a lei para aqueles que, segundo o governo, atentaram contra o processo democrático. Com essa decisão, a proposta segue para vigorar sem o perdão aos envolvidos nos atos.

Contexto político e tramitação no Senado

A cerimônia contou com a participação de ministros de Estado, incluindo Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, e Luiz Marinho, do Ministério do Trabalho e Emprego. O ministro Luiz Marinho ressaltou que a aprovação da medida provisória ocorreu em um cenário de urgência, sendo chancelada pelo Senado diante de um iminente risco de greve nacional da categoria.

A sanção encerra um capítulo importante de negociações entre o governo e os representantes dos transportadores. Para mais informações sobre as mudanças no setor, consulte a fonte oficial em Estadão.

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