O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou nesta terça-feira (13) a intenção de implementar uma versão universitária do programa Pé-de-Meia. A proposta, divulgada por meio de um vídeo em suas redes sociais, visa oferecer suporte financeiro para garantir a permanência e a conclusão da graduação de estudantes brasileiros.
O modelo apresentado pelo candidato prevê o pagamento mensal de R$ 700 durante dez meses de cada ano letivo. Adicionalmente, o projeto contempla um depósito anual de R$ 2,5 mil ao final de cada série cursada. Segundo o petista, a iniciativa busca assegurar que o aluno, ao concluir um curso de quatro anos, disponha de uma reserva de R$ 10 mil para auxiliar em sua inserção no mercado de trabalho.
Estrutura e origem do incentivo educacional
O programa Pé-de-Meia original foi instituído em 2024 com o objetivo de combater a evasão escolar no ensino médio público. A política funciona como um incentivo financeiro-educacional, focando na permanência dos jovens nas salas de aula até a conclusão da educação básica. A proposta de expansão para o ensino superior segue a mesma lógica de auxílio financeiro direto para mitigar vulnerabilidades econômicas que levam à interrupção dos estudos.
Agenda oficial e medidas para microempreendedores
Além do anúncio voltado à educação, o presidente cumpriu agenda oficial no Palácio do Planalto, em Brasília. Na ocasião, foi apresentado um pacote de cinco medidas para microempreendedores individuais (MEI’s). As ações incluem o perdão de dívidas, a ampliação do teto de faturamento e a simplificação de normas para o setor de pequenos negócios.
Mobilização política em diversas capitais
O anúncio das propostas de campanha coincidiu com uma série de manifestações em apoio à candidatura de Lula. Em São Paulo, apoiadores reuniram-se no Largo da Batata com a presença de lideranças de partidos como PT, PSOL, PV e Rede. A deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP) destacou a importância do pleito para a manutenção de políticas de combate à desigualdade.
Atos semelhantes foram registrados em outras regiões do país, como em Teresina, onde estudantes e movimentos sociais ocuparam as ruas. Em Brasília, a mobilização ocorreu nas proximidades do Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios. O candidato dedicou o restante do dia a gravações para o horário eleitoral gratuito.