A Justiça de Mato Grosso proferiu sentença condenatória contra quatro homens envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 185,9 milhões ao longo de nove anos. A decisão, assinada pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, foi oficializada no fim de agosto e encerra uma etapa importante da investigação sobre atividades ilícitas na região.
Esquema financeiro e condenações judiciais
Entre os sentenciados estão os DJs Diego de Lima Datto e Patrike Noro de Castro, além de Jackson Luiz Caye e Marco Antonio Santana. O magistrado determinou penas que variam entre quatro e cinco anos de reclusão. Embora tenham sido condenados por lavagem de dinheiro, o grupo foi absolvido da acusação de associação criminosa.
As penas foram individualizadas conforme a participação de cada réu. Diego de Lima Datto e Patrike Noro de Castro receberam cinco anos de reclusão cada, enquanto Jackson Luiz Caye e Marco Antonio Santana foram condenados a quatro anos. O juiz concedeu a todos o direito de recorrer da sentença em liberdade, revogando prisões preventivas anteriores.
Origem ilícita e falta de lastro contábil
A investigação apontou que os recursos movimentados pelo grupo tinham origem em crimes como tráfico de drogas, contrabando e comércio ilegal de armas. A sentença destaca a ausência de comprovação de renda lícita por parte dos envolvidos, que não apresentaram documentos contábeis ou declarações de Imposto de Renda compatíveis com os vultosos valores transacionados.
Segundo o juiz, as operações financeiras careciam de justificativas legais, configurando um cenário de ocultação de patrimônio. O magistrado observou que, enquanto o grupo movimentava milhões, não foram encontrados registros de notas fiscais ou escrituração que pudessem legitimar as transações atribuídas aos réus.
Antecedentes e atuação no tráfico de drogas
O histórico do grupo remonta a investigações sobre a venda de drogas sintéticas em festas e eventos em Cuiabá, onde os entorpecentes eram comercializados tanto presencialmente quanto por meio de um sistema de delivery. Na época das prisões iniciais, em 2019, as autoridades apreenderam diversos itens, incluindo joias, anabolizantes e veículos utilizados na logística do crime.
Mais recentemente, em 2025, Diego de Lima Datto foi novamente alvo de operações policiais, sendo apontado como um dos articuladores do esquema financeiro. O caso reforça o combate contínuo das forças de segurança contra o crime organizado e a lavagem de capitais no estado. Para mais detalhes sobre o combate ao tráfico, consulte o portal g1.globo.com.