O julgamento do ex-vereador e tenente-coronel da Polícia Militar Marcos Paccola, acusado pelo homicídio do policial penal Alexandre Miyagawa, sofreu um novo adiamento. A sessão, que estava agendada para o dia 22 de outubro, foi remarcada para 17 de novembro, às 9h, no Fórum de Cuiabá.
A alteração no cronograma judicial foi motivada por um pedido da defesa. O advogado Cláudio Dalledone justificou a necessidade da mudança devido a um conflito de agenda, informando que já possuía um compromisso profissional previamente agendado no Rio de Janeiro para a mesma data. A Justiça acatou a solicitação, reconhecendo a impossibilidade de comparecimento simultâneo em dois tribunais diferentes.
Histórico de adiamentos e trâmites processuais
Este é o segundo adiamento oficial do júri popular. Anteriormente, a sessão estava prevista para o dia 27 de agosto, mas precisou ser cancelada após a renúncia do advogado que, à época, compunha a equipe de defesa de Marcos Paccola. O processo segue sob atenção do Judiciário mato-grossense, enquanto a defesa também pleiteou o afastamento da juíza Mônica Catarina Perri, pedido que ainda aguarda análise.
Contexto do crime e denúncia do Ministério Público
O caso remonta à noite de 1º de julho de 2022, ocorrido no bairro Quilombo, em Cuiabá. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Alexandre Miyagawa, conhecido como “Japão”, foi atingido por três disparos de arma de fogo. O órgão ministerial sustenta que a vítima foi alvejada pelas costas, sem chances de defesa.
Em contrapartida, a defesa do réu sustenta a tese de legítima defesa, alegando que o ex-vereador agiu para proteger a própria vida e a de terceiros. O episódio gerou repercussão política imediata, resultando na cassação do mandato parlamentar de Marcos Paccola pela Câmara de Cuiabá ainda em 2022, sob a acusação de quebra de decoro parlamentar.