Uma jovem de 21 anos foi resgatada após relatar que passou cerca de 30 dias em cárcere privado pelo namorado. O resgate ocorreu depois que policiais militares ouviram gritos de socorro vindos de uma residência.
A vítima já possuía medidas protetivas anteriores contra o agressor devido a episódios prévios de violência. No entanto, as determinações judiciais não impediram a continuidade das ameaças e das agressões físicas.
Prisão preventiva decretada após audiência
Durante audiência de custódia realizada no mesmo dia do resgate, a prisão em flagrante do suspeito foi convertida em preventiva. A decisão destacou que o histórico de violência indicava risco concreto à integridade da vítima, tornando a medida necessária.
A investigação apontou que a mulher sofria agressões constantes, incluindo tapas, chutes e sufocamento. Além disso, relatos indicam que ela era obrigada a consumir drogas e mantida em um imóvel com portas e janelas gradeadas.
Alegações da defesa e investigações paralelas
A defesa do suspeito negou as acusações de cárcere privado e o descumprimento das medidas protetivas, alegando que a jovem frequentava o local de forma voluntária. Os advogados também sustentaram que a motivação inicial seria um desentendimento relacionado a ciúmes.
Durante a abordagem policial, o suspeito tentou fugir, sendo capturado após uma perseguição em uma área de mata. O caso também motivou a determinação para apurar denúncias de agressões supostamente sofridas pelo suspeito durante a ação policial.
Canais de apoio e proteção à mulher
Situações de violência doméstica podem ser denunciadas por meio de ferramentas especializadas, como o aplicativo SOS Mulher MT. A plataforma oferece recursos como o botão do pânico e orientações para o acesso rápido a medidas protetivas.
Para mais informações sobre direitos e mecanismos de amparo, consulte a cobertura completa no g1.