Após o terremoto que atingiu o Japão na manhã desta segunda-feira (8), o país permaneceu por horas em estado de alerta
devido ao risco de tsunami.
No período da tarde, o aviso foi oficialmente suspenso, conforme informou a agência de notícias AFP. Segundo a emissora pública NHK, algumas pessoas ficaram feridas em um hotel na cidade de Hachinohe, na província de Aomori, localizada próxima ao epicentro do tremor. Até o momento, não há registros de feridos em estado grave.
O abalo sísmico ocorreu a cerca de 80 quilômetros da cidade de Misawa, também na região de Aomori. Logo após o evento, a Agência Meteorológica Japonesa (JMA) emitiu um alerta de tsunami para toda a costa do país, com atenção especial às províncias de Miyagi e Fukushima.
Com epicentro na costa do Pacífico, próximo à cidade de Aomori — uma das principais do norte japonês —, o terremoto teve magnitude de 7,6 na escala Richter. De acordo com a JMA, o fenômeno provocou ondas de até 70 centímetros.
As autoridades acionaram o alerta de tsunami em grande parte do território nacional, principalmente nas áreas mais próximas de Aomori e Iwate, além da ilha de Hokkaido, também situada nas proximidades do epicentro. Como medida preventiva, os serviços de trens-bala no norte do país foram suspensos, entre outras orientações voltadas à segurança da população.
Sismos dessa magnitude podem causar danos significativos, sobretudo em estruturas que não estão adequadamente preparadas. Apesar disso, todos os alertas já foram cancelados.
A cidade de Aomori está localizada a pouco mais de 400 quilômetros de Fukushima, região próxima ao epicentro do terremoto de 2011, o mais intenso já registrado no Japão, com magnitude de 9,1 graus, que resultou na morte de cerca de 20 mil pessoas.

