O Comitê Olímpico Internacional (COI) defendeu a criação de um sistema global para monitorar padrões
de apostas em grandes eventos esportivos, como parte de suas ações para preservar a integridade das competições e combater a corrupção e a manipulação de resultados.
A proposta surgiu a partir de um grupo de trabalho do COI, que realizou nesta terça-feira a quarta reunião dedicada ao enfrentamento das apostas ilegais e irregulares no esporte. Atualmente, o comitê já conta com um mecanismo próprio de monitoramento durante os Jogos Olímpicos. O painel, denominado “Sistema de Monitoramento do Movimento Olímpico”, sugeriu que um modelo semelhante ao utilizado nos Jogos Olímpicos de Londres seja disponibilizado às federações esportivas internacionais para aplicação em seus campeonatos.
Em comunicado oficial, o presidente do COI, Jacques Rogge, afirmou que as apostas ilegais representam uma ameaça direta aos valores fundamentais do esporte. Segundo ele, o combate a esse problema exige a atuação conjunta de diversos parceiros estratégicos, com destaque para os governos. Rogge ressaltou ainda que, embora a implementação de um sistema unificado de monitoramento ainda precise ser debatida no âmbito do movimento olímpico, o trabalho do grupo de estudos já aponta avanços importantes desde a primeira reunião, realizada em 2011.
O encontro, realizado em Lausanne, contou com a participação de representantes de entidades esportivas, governos, organizações internacionais e operadores de apostas. Ao final, o grupo recomendou que instituições esportivas de todo o mundo utilizem todas as ferramentas e medidas disponíveis para enfrentar o problema, além de defender que os governos adotem legislações mais rígidas contra apostas esportivas ilegais e irregulares. Também foi sugerida a criação de canais confidenciais que permitam a qualquer pessoa denunciar atividades suspeitas relacionadas às apostas.


