A Eletrobras decidiu suspender temporariamente o rebaixamento do reservatório da Usina Hidrelétrica
(UHE) Colíder, no Rio Teles Pires, na região de Itaúba. A medida faz parte das primeiras intervenções para buscar soluções para os danos detectados nos drenos da usina e segue as orientações de especialistas independentes, de instituições contratadas e de equipes técnicas da companhia para a realização dos trabalhos.
Até o início dessa semana, conforme informações, o nível atual do rio a montante é de cerca de 266 metros acima do nível do mar. O rebaixamento controlado do nível do reservatório da usina começou em 14 de agosto passado. Na ocasião, a empresa alterou o status de segurança da usina para “alerta”, substituindo o nível de “atenção” em 30 de maio, quando concluiu a operação de descruzamento de ativos com a Copel, adquirindo a usina.
No dia 14 de junho de 2025, a Eletrobras foi comunicada do dano de um dos drenos do sistema da usina. Os drenos são estruturas que permitem que a pressão da água sob a barragem seja escoada de maneira adequada.
No dia 13 de agosto, a empresa respondeu às orientações do painel de especialistas e orientou a Copel a adotar as providências necessárias à redução no nível do reservatório. O processo de rebaixamento foi iniciado. “Eventos semelhantes foram registrados posteriormente, resultando em cinco drenos danificados do total de 70 que integram o sistema da Usina Colíder”, informou a companhia à época de início do rebaixamento.
De acordo com o Plano de Ação Emergencial, os órgãos e entidades competentes, públicos e privados, bem como as comunidades afetadas, passam a receber as informações contínuas sobre a usina, com transparência e de acordo com a prioridade da empresa em garantir a segurança das pessoas, do meio ambiente e dos seus ativos.
Os procedimentos vêm sendo acompanhados pelos Ministérios Púbicos do Estado (MP-MT) e Federal (MPF), que também instauraram inquéritos para apurar os impactos socioambientais causados.
Com a redução do nível da água, surgiram bancos de areia, houve dificuldade de navegação para comunidades ribeirinhas e aumentou o risco de mortandade de peixes. Em municípios como Paranatinga e Alta Floresta, festivais e eventos programados foram cancelados em decorrência do rebaixamento.


