A cidade de Olímpia, no interior de São Paulo, tornou-se o epicentro da cultura nacional com o início da 62ª edição do Festival do Folclore (Fefol). O evento, que se estende até o próximo domingo (9), transformou o Recinto de Exposições e Praça de Atividades Folclóricas “Professor José Sant’anna” em um grande palco para a diversidade brasileira, recebendo mais de 70 grupos vindos de 20 estados diferentes.
Com uma programação que totaliza cerca de 130 apresentações, o festival promove um intercâmbio entre manifestações espontâneas e artísticas. O encontro reafirma a importância da preservação das raízes nacionais, destacando desde os ritmos ancestrais do Norte até as danças típicas influenciadas pela imigração no Sul do país.
A diversidade cultural em apresentações artísticas
O Fefol é reconhecido por integrar diferentes vertentes da expressão popular. As apresentações dividem-se entre danças folclóricas, que mantêm o rigor da tradição transmitida entre gerações, e manifestações parafolclóricas, que adaptam elementos culturais para o ambiente cênico, utilizando figurinos e coreografias estilizadas para o público.
Entre os destaques desta edição estão o Caboclinhos de Pernambuco, com seus trajes de penas e ritmos de pífanos, e o tradicional Boi do Natal, típico do Centro-Oeste. O evento também contempla o Afoxé baiano, o Fandango caiçara paulista e o Pastoril nordestino, oferecendo um panorama abrangente da formação cultural brasileira.
Representatividade regional e o papel do Nordeste
O Nordeste lidera o festival com a maior delegação, apresentando um mosaico que reflete a fusão das matrizes indígena, africana e europeia. Estados como Alagoas, Pernambuco e Paraíba trazem grupos que celebram o ciclo natalino e a resistência histórica, como é o caso do Coco, dança de origem nos engenhos que utiliza o sapateado como forma de expressão e memória.
O Sudeste, por sua vez, conta com o Rio de Janeiro como estado homenageado, trazendo uma das maiores comitivas visitantes. A região reforça a presença de expressões como a Congada, que une elementos religiosos católicos e ritos de matriz africana, além da tradicional Quadrilha, que evoluiu de salões aristocráticos franceses para se tornar um símbolo das festas populares brasileiras.
Tradições do Sul e da Amazônia no palco paulista
A região Sul marca presença com o Fandango, praticado por comunidades caiçaras, e o Boi-de-mamão, folguedo catarinense que utiliza bonecos gigantes para reencenar a lenda da morte e ressurreição do animal. Essas manifestações demonstram a forte influência da imigração europeia mesclada aos costumes locais.
Já a região Norte traz a força da ancestralidade amazônica. Com a participação de estados como Pará e Roraima, o festival exibe a Chula Marajoara e espetáculos que conectam o público à natureza e aos ritmos dos tambores. Para mais detalhes sobre a programação e os grupos participantes, consulte a cobertura completa do g1.