As exportações de carne bovina do estado registraram uma queda expressiva de 29,69% em setembro em relação ao mesmo período do ano anterior. O recuo foi impulsionado principalmente pela forte redução nas compras realizadas pelo mercado chinês, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior e compilados pelo Imea.
Na comparação mensal, o volume embarcado também apresentou retração, evidenciando os desafios enfrentados pela cadeia produtiva para manter o ritmo das vendas externas diante das restrições no principal destino do produto.
impacto da retração chinesa no perfil das exportações
A participação da China sofreu uma contração drástica ao longo de um ano. O país asiático, que antes respondia pela maior parte dos embarques estaduais, reduziu drasticamente sua fatia nas importações locais, reflexo direto do esgotamento da cota de exportação destinada àquele mercado.
Com essa mudança no fluxo comercial, os Estados Unidos assumiram a liderança entre os destinos da carne bovina regional. O resultado americano foi impulsionado por uma ampliação temporária da cota sujeita a tarifas reduzidas, enquanto o Chile ocupou a segunda posição no ranking de compradores.
desafios e novas alternativas para os pecuaristas
A situação no mercado externo gerou reflexos diretos na pecuária local, agravada pela interrupção dos embarques para a União Europeia desde o início do mês. Além disso, os frigoríficos locais operam com escalas de abate estendidas e os produtores enfrentam disparidades de preços em relação a outros centros do país.
Diante desse cenário adverso, a Acrimat anunciou que solicitará ao governo estadual a redução do ICMS nas operações interestaduais com bovinos. A medida tem como objetivo principal ampliar as alternativas de comercialização e dar maior liquidez aos produtores afetados pelas restrições atuais.