A receita obtida com a exportação de carne bovina pelos Estados Unidos apresentou um desempenho positivo em junho, alcançando a marca de US$ 790,10 milhões. O resultado representa um crescimento de 3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, conforme apontam os dados mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), compilados pela Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF).
Valorização da proteína compensa queda no volume
Embora o faturamento tenha registrado alta, o volume total de carne bovina embarcada pelos Estados Unidos apresentou uma retração de 6% em junho, totalizando 88,59 mil toneladas. Esse cenário demonstra que a valorização do produto norte-americano no mercado internacional foi o fator decisivo para sustentar o avanço da receita, mesmo diante de uma oferta menor enviada ao exterior.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, o setor contabilizou 545,65 mil toneladas exportadas, o que representa uma queda de 9% na comparação com o mesmo período de 2025. O faturamento semestral também seguiu a tendência de recuo, atingindo US$ 4,74 bilhões, uma baixa de 4%.
Impacto das barreiras comerciais e mercado chinês
A análise da USMEF indica que os resultados do semestre foram influenciados por desafios logísticos e comerciais, com destaque para a indefinição em relação aos testes de resíduos no mercado da China. Ao excluir as remessas destinadas ao território chinês do balanço semestral, o desempenho do setor apresenta uma dinâmica diferente: o volume exportado teria uma queda de apenas 1%, enquanto a receita total registraria um crescimento de 6%.
O presidente e CEO da USMEF, Dan Halstrom, destacou que a demanda global pela proteína dos Estados Unidos permanece resiliente. Segundo o executivo, mesmo com pressões cambiais observadas em países da Ásia, os compradores internacionais mantêm a aquisição de uma ampla variedade de cortes de carne bovina a preços recordes, conforme reportado pelo USMEF.
Desempenho dos segmentos suíno e ovino
O mercado de carne suína também passou por oscilações em junho, com recuo de 6% no volume exportado, para 224,82 mil toneladas, e queda de 9% na receita, totalizando US$ 624,50 milhões. O resultado foi pressionado por uma redução de 21% nos embarques de miúdos, decorrente de restrições sanitárias temporárias impostas pelo México e pela Colômbia, que foram resolvidas no decorrer de julho.
Apesar do mês de junho, o primeiro semestre para a carne suína fechou com saldo positivo, com alta de 4% no volume (1,51 milhão de toneladas) e 3% na receita (US$ 4,22 bilhões). O setor de carne ovina, por sua vez, apresentou um salto expressivo de 95% na receita em junho, totalizando US$ 1,80 milhão, impulsionado pela recuperação dos embarques para o México e a América Central.