Uma explosão seguida de incêndio em uma composição da Linha 12-Safira provocou momentos de tensão e desespero entre passageiros na manhã desta quinta-feira (23). O incidente, que resultou na carbonização de um dos vagões, paralisou o fluxo ferroviário na região durante todo o período matutino, gerando um cenário descrito por usuários como uma situação de guerra.
Relatos de pânico e evacuação emergencial
Júlio César de Oliveira, passageiro que estava a bordo no momento da ocorrência, descreveu a sequência de eventos que culminou no caos. Segundo o relato, o trem realizou uma frenagem repentina, seguida pelo surgimento de faíscas. Cerca de 20 minutos após o início da falha técnica, o fogo se propagou pela estrutura do veículo.
A tentativa de evacuação foi marcada por correria e medo generalizado. Passageiros relataram quedas e ferimentos leves enquanto buscavam uma saída segura. Após deixarem o vagão, os usuários precisaram caminhar pelos trilhos para se distanciar das chamas, enquanto equipes de emergência, incluindo o Corpo de Bombeiros e o SAMU, foram acionadas para prestar socorro aos envolvidos.
Danos estruturais e operação das linhas
Imagens registradas após o controle do incêndio revelam a destruição severa do vagão, que ficou completamente carbonizado tanto na parte interna quanto na externa. Apesar da gravidade do ocorrido, não houve registro de feridos graves. A situação gerou um impacto direto na mobilidade urbana, afetando o funcionamento de diversas estações no Alto Tietê, como Antônio Gianetti Neto, Calmon Viana e Ferraz de Vasconcelos.
Diante da falha, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) retome a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade por um período de 90 dias. A medida visa garantir a estabilidade do serviço após o incidente envolvendo a concessionária Trivia Trens, que havia assumido a operação no dia 21.
Contexto operacional da concessionária
A Trivia Trens, responsável pela operação, informou que o desembarque dos passageiros na região da Estação Brás foi realizado de forma assistida, com acompanhamento de equipes operacionais. A empresa justificou a ação como um protocolo necessário de segurança. O histórico recente da concessionária já apresentava instabilidades, com relatos de falhas operacionais registradas ao longo da quarta-feira (22), um dia antes da explosão.
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