Circulam nas redes sociais publicações que alegam ter flagrado o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, utilizando um aparelho celular dentro da cabine de votação durante o pleito realizado neste domingo (4). A narrativa, amplamente compartilhada em plataformas como X, Facebook e Instagram, sugere que o magistrado teria descumprido as normas eleitorais vigentes em sua seção de votação, localizada em Diamantino (MT).
Esclarecimento oficial sobre o objeto utilizado
Após a repercussão das imagens, a verificação de fatos confirmou que a alegação é falsa. Tanto a assessoria de imprensa do STF quanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceram que o objeto retangular segurado pelo ministro não era um telefone, mas sim sua carteira funcional, que continha uma “colinha” eleitoral permitida pela legislação.
O gabinete do ministro reforçou que o aparelho celular de Gilmar Mendes permaneceu sob a guarda de sua equipe de segurança durante todo o procedimento. A mesária responsável pela seção eleitoral também confirmou que o ministro não portava qualquer dispositivo eletrônico no momento em que acessou a cabine para registrar seu voto.
Regras e procedimentos na cabine de votação
A legislação eleitoral brasileira, especificamente o artigo 137 dos Atos Gerais do Processo Eleitoral para as eleições de 2026, estabelece a proibição estrita do uso de aparelhos de telefonia celular, máquinas fotográficas ou qualquer equipamento que possa comprometer o sigilo do voto dentro da cabine. Os eleitores são orientados a deixar tais dispositivos em local indicado pelos mesários antes de se dirigirem à urna.
O Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso (TRE-MT) informou que, após a circulação dos boatos, um juiz eleitoral foi designado para comparecer ao local e verificar os fatos. O magistrado colheu depoimentos dos mesários e formalizou as informações em ata, corroborando que o objeto em questão era apenas o documento de identificação do ministro.
Análise das evidências visuais
Além dos depoimentos oficiais, registros fotográficos do momento da chegada de Gilmar Mendes ao local de votação foram analisados. As imagens demonstram que o objeto segurado pelo ministro possui espessura e características distintas de um smartphone comum, sendo compatível com uma carteira funcional. A checagem completa pode ser acompanhada através da plataforma Fato ou Fake.