Logística eleitoral em Mato Grosso prevê uso de aeronave para garantir voto indígena

Logística eleitoral em Mato Grosso prevê uso de aeronave para garantir voto indígena

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) iniciou o planejamento logístico para assegurar que os 77 eleitores da Terra Indígena Perigara, pertencente à etnia Bororo, possam exercer o direito ao voto nas Eleições 2026. Localizada no município de Barão de Melgaço, a 218 km de Cuiabá, a comunidade depende de uma operação estruturada para garantir a chegada das urnas e das equipes de apoio em um cenário de difícil acesso.

Uma visita técnica realizada na segunda-feira (14) reuniu militares da Marinha e representantes do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) do TRE-MT. O objetivo central foi avaliar as condições das vias de acesso e definir as estratégias de segurança e transporte necessárias para o pleito, que terá seu primeiro turno em 4 de outubro.

Desafios logísticos e condições de acesso à Perigara

O trajeto até a Terra Indígena Perigara exige veículos com tração, dada a complexidade do terreno. Embora o percurso inicial a partir de Cuiabá, passando pelo distrito de Mimoso, seja pavimentado, a jornada inclui cerca de 97 km de estrada de terra. Deste total, aproximadamente 40 km são classificados como os trechos mais críticos para o tráfego de veículos oficiais.

Atualmente, a via apresenta condições favoráveis, com trechos que passaram por aterramento. No entanto, a logística para o primeiro turno é tratada com cautela, visando antecipar qualquer imprevisto geográfico que possa comprometer a presença das equipes responsáveis pelo suporte técnico e pela segurança dos eleitores indígenas.

Planejamento estratégico para o segundo turno

A maior preocupação das autoridades eleitorais concentra-se em um eventual segundo turno, agendado para 25 de outubro. O período coincide com o início da temporada de chuvas em Mato Grosso, fator que pode alterar drasticamente a trafegabilidade das estradas de terra e isolar pontos de acesso remoto.

Para mitigar riscos, a Marinha avalia a utilização de uma aeronave como plano de contingência. A medida visa garantir que o efetivo de nove militares, planejado para atuar na localidade, chegue ao destino independentemente das condições climáticas ou da deterioração das vias terrestres, assegurando a normalidade do processo democrático na região.

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