O segundo turno das eleições em Salvador foi marcado por intensas discussões e relatos de irregularidades na capital baiana. Moradores apontaram dificuldades severas de locomoção devido à escassez de veículos nas ruas, além de surpresa com o encerramento antecipado das zonas eleitorais.
Relatos de portões fechados e urnas inoperantes
Eleitores que compareceram aos locais de votação após o horário tradicional relataram barreiras para exercer o voto. Mesmo com a determinação judicial que prorrogava o horário do pleito, munícipes encontraram portões trancados e sessões encerradas antes do prazo estipulado.
A situação gerou revolta entre os cidadãos presentes, que mobilizaram iniciativas voluntárias para auxiliar quem aguardava nos pontos. A falta de comunicação oficial e a rigidez no cumprimento do horário padrão em algumas escolas intensificaram o clima de tensão durante a tarde.
Crise no sistema de transporte e ônibus parados
A mobilidade urbana na capital baiana sofreu impactos diretos decorrentes de paralisações nas garagens. Órgãos de fiscalização contabilizaram centenas de veículos impedidos de circular, gerando longas filas de espera nos pontos de ônibus espalhados pela cidade.
A prefeitura municipal alegou ocorrências operacionais e mobilizações políticas durante a saída dos coletivos. Para tentar amenizar o impacto na votação, a gestão local garantiu gratuidade e buscou acelerar a liberação da frota remanescente.
Intervenção da Justiça Eleitoral e medidas de segurança
Diante do caos no sistema de transporte e das denúncias de obstrução, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia exigiu o restabelecimento imediato da circulação integral dos ônibus na cidade, mantendo o serviço gratuito para a população.
As autoridades estaduais e federais também entraram em ação para garantir a execução das ordens judiciais. A segurança pública colocou efetivo à disposição para assegurar a normalidade do trânsito e o direito ao voto dos eleitores soteropolitanos.