O último final de semana foi marcado por uma intensa movimentação dos candidatos à Presidência da República, que percorreram estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Em uma reta decisiva da corrida eleitoral, os postulantes ao cargo utilizaram caminhadas, entrevistas e atos públicos para consolidar suas bases e apresentar diretrizes sobre temas centrais, como o combate ao crime organizado, a gestão do sistema prisional e a viabilidade das apostas online.
A dinâmica da campanha refletiu a diversidade de estratégias entre os concorrentes, que buscam atrair o eleitorado com promessas que vão desde a desburocratização do empreendedorismo até reformas estruturais na saúde pública. Enquanto alguns candidatos focaram em eventos de grande porte e comícios, outros priorizaram o contato direto com a população em bairros periféricos e encontros setoriais.
Propostas para a economia e o setor produtivo
O debate econômico ocupou espaço central nas agendas de Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Em Contagem, Zema defendeu a redução da burocracia para microempreendedores, sugerindo um modelo de fiscalização posterior à abertura de estabelecimentos. O candidato também criticou o atual nível das taxas de juros no país, apontando o custo do crédito como um entrave para o desenvolvimento nacional.
Em Barretos, Caiado destacou a necessidade de fortalecer o agronegócio por meio de seguros rurais e planos plurianuais. O candidato do PSD também priorizou a saúde em seu discurso, propondo a implementação de uma via rápida para o diagnóstico precoce do câncer no SUS, visando otimizar o atendimento conforme a gravidade dos casos.
Segurança pública e o sistema prisional
A segurança pública foi abordada sob diferentes perspectivas. Flávio Bolsonaro, em passagem por Joinville, defendeu a adoção de um modelo de parceria entre o sistema penitenciário e empresas privadas para fomentar o trabalho de detentos e reduzir a reincidência criminal. O candidato do PL classificou o estado catarinense como uma referência em produtividade.
Por outro lado, Hertz Dias, em caminhada por Madureira, criticou a política de segurança atual, argumentando que a juventude periférica é a principal vítima da repressão. O candidato do PSTU defendeu investimentos em educação e cultura como pilares para a redução da violência. No mesmo sentido, Renan Santos propôs a militarização do combate ao crime organizado e a investigação rigorosa de vínculos políticos com atividades ilícitas.
Debates sobre apostas e direitos trabalhistas
A polêmica em torno das apostas online, conhecidas como bets, foi o ponto alto do comício de Lula em Florianópolis. O candidato à reeleição reforçou sua intenção de proibir a operação dessas plataformas no país, argumentando que o endividamento familiar e o impacto social negativo superam os benefícios financeiros alegados por clubes de futebol e emissoras de TV.
Já a pauta trabalhista foi o foco de Samara Martins, que realizou atos no Rio de Janeiro. A candidata da UP defendeu o aumento salarial, a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6 por 1. Outros candidatos, como Augusto Cury e Edmilson Costa, utilizaram o espaço das sabatinas e entrevistas para expor suas plataformas de governo, enquanto Clariana Barão, Leonardo Avalanche e Rui Costa Pimenta não registraram agendas públicas no período.
Para mais detalhes sobre o panorama eleitoral, consulte a cobertura completa da Agência Brasil.