A corrida eleitoral de 2026 segue em ritmo intenso, com os postulantes ao Palácio do Planalto intensificando o contato direto com o eleitorado e a participação em sabatinas. Nesta quarta-feira (2), a agenda dos presidenciáveis foi marcada por uma diversidade de estratégias, que transitaram entre visitas a centros comerciais, encontros com categorias profissionais e atos de protesto contra decisões judiciais.
Movimentação estratégica e encontros com o eleitorado
Enquanto alguns candidatos optaram por manter o foco em agendas institucionais e diálogos setoriais, outros priorizaram a exposição em grandes centros urbanos. Em São Paulo, Augusto Cury (Avante) realizou uma visita à Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), onde enfatizou a necessidade de políticas voltadas à pacificação social e ao combate ao preconceito. O candidato defendeu que o desenvolvimento da personalidade e a cultura devem ser protegidos contra qualquer forma de violência.
Também na capital paulista, Clariana Barão (Democracia Cristã) dividiu seu tempo entre a participação em veículos de imprensa e visitas presenciais. A candidata esteve na região do Brás para ouvir demandas de lojistas e comerciantes, além de visitar a Casa da Mulher Brasileira, reforçando seu compromisso com o suporte a vítimas de violência doméstica.
Debates sobre economia e direitos trabalhistas
A pauta econômica ocupou lugar de destaque nas agendas de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Zema reuniu-se com motoristas de aplicativo no centro de São Paulo, onde defendeu a livre negociação como pilar para a relação entre empresas e profissionais. Para o candidato, a transparência nas comissões é um ponto fundamental que necessita de maior clareza por parte das plataformas digitais.
Já Ronaldo Caiado, em entrevista à rádio Metropolitana 90.5 FM, focou no impacto das taxas de juros para o pequeno empresário. Durante sua passagem pelo Mercado Municipal de Pinheiros, o candidato afirmou que, se eleito, pretende reduzir a taxa de juros a 7%, argumentando que o custo do crédito atual tem inviabilizado a manutenção de empregos no setor produtivo.
Protestos e agendas regionais
O cenário político também foi marcado por tensões jurídicas. Wilson Grassi (Democrata) realizou um protesto em frente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. O ato foi uma resposta à decisão do ministro Dias Toffoli que suspendeu as redes sociais do candidato. Grassi classificou a medida como desproporcional, alegando que a ausência de recursos do fundo eleitoral torna as plataformas digitais seu único meio de comunicação com o eleitor.
Em outras frentes, Samara Martins (UP) cumpriu agenda no Rio de Janeiro, focando em pautas estudantis e trabalhistas com uma visita ao Hospital Clementino Fraga Filho, na UFRJ. Enquanto isso, Edmilson Costa (PCB) manteve compromissos internacionais em Lisboa. Outros nomes, como Rui Costa Pimenta, Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Luiz Inácio Lula da Silva e Renan Santos, não registraram agendas públicas de campanha nesta data.