O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de forte otimismo, impulsionado pela desvalorização da moeda norte-americana no exterior e pela entrada de capital estrangeiro. O movimento refletiu diretamente nos principais indicadores econômicos do país, criando um ambiente favorável para os ativos locais em meio às expectativas políticas e corporativas.
A conjuntura internacional também desempenhou um papel determinante para o apetite ao risco, com indicadores econômicos dos Estados Unidos e o comportamento das commodities exercendo influência direta sobre as negociações globais.
Movimentação do câmbio e desvalorização do dólar
O dólar comercial encerrou a sessão negociado a R$ 5,019, registrando queda de 0,58%. Durante o dia, a cotação chegou muito perto da marca psicológica de R$ 5, acumulando o terceiro pregão consecutivo de baixa frente ao real.
O índice DXY, que compara a divisa dos Estados Unidos com outras seis moedas fortes, apresentou retração no final da tarde. O recuo esteve associado a dados econômicos mais fracos do setor imobiliário estadunidense e à queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano.
No cenário interno, a perspectiva de fluxo positivo de recursos externos para a bolsa de valores colaborou para a sustentação do real. A proximidade do pleito presidencial no Brasil também permanece no radar dos investidores, influenciando a precificação de riscos.
Desempenho positivo do Ibovespa
O Ibovespa fechou o pregão aos 208.295,98 pontos, o que representou uma valorização de 1,57%. Ao longo da tarde, o principal índice da bolsa brasileira atingiu a máxima de 208.941,57 pontos, alcançando o patamar mais elevado desde o início de outubro.
A alta foi puxada pelo avanço de ações de companhias diretamente ligadas ao consumo interno e à sensibilidade de juros. A entrada de capital estrangeiro injetou liquidez no mercado acionário, favorecendo o desempenho generalizado dos papéis mais negociados.
Impacto da queda do petróleo nos mercados globais
No setor de commodities, o petróleo Brent encerrou a sessão com desvalorização de 0,69%, cotado a US$ 108,79 por barril. A retração ocorreu após notícias sobre possíveis avanços diplomáticos nas negociações entre autoridades dos Estados Unidos e do Irã no Oriente Médio.
A diminuição das tensões geopolíticas aliviou as pressões sobre os preços globais de energia, influenciando as expectativas em relação à inflação mundial e aos rumos da política monetária das principais potências econômicas.