O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) confirmou, durante audiência pública realizada nesta sexta-feira (7) em Pedro Afonso, a necessidade de reconstruir a ponte sobre o Rio Tocantins, localizada na BR-235. A decisão ocorre após análises técnicas identificarem falhas graves e irreversíveis na fundação da estrutura atual, que conecta os municípios de Pedro Afonso e Tupirama.
Enquanto o projeto para a nova travessia é elaborado, o órgão avalia a viabilidade de liberar o tráfego na estrutura existente para veículos de pequeno porte. A medida visa mitigar os impactos logísticos na região central do estado, que enfrenta dificuldades de escoamento desde a interdição total do trecho.
Plano de contingência e liberação parcial
O diretor de infraestrutura do Dnit, Fábio Nunes, detalhou que a estratégia de curto prazo inclui a implementação de balsas para o transporte de cargas e passageiros. A previsão é que, em um intervalo de 20 dias, quatro embarcações estejam operando no local para suprir a demanda logística.
Simultaneamente, técnicos trabalham para garantir condições mínimas de segurança que permitam a passagem de carros de passeio, micro-ônibus, vans, caminhões de lixo e ônibus escolares. A fiscalização no local permanece rigorosa, sendo executada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Contexto da interdição e impactos regionais
A interdição da ponte, batizada de Ponte Prefeito Leôncio Miranda, teve início em 21 de maio de 2026. O que começou como uma restrição para veículos pesados evoluiu para o fechamento total da via após vistorias preventivas constatarem riscos à integridade da obra, inaugurada originalmente em dezembro de 2007.
A estrutura, que possui 1.060 metros de extensão e 24 pilares, foi erguida com um investimento de R$ 92,7 milhões. A paralisação do tráfego afetou diretamente o escoamento da produção agroindustrial do Matopiba, levando a Prefeitura de Pedro Afonso a decretar situação de emergência por 180 dias.
Diretrizes para a nova estrutura
A futura reconstrução da ponte seguirá as normas do Programa de Reabilitação de Obras de Arte Especiais (Proarte). O Dnit ressaltou que os detalhes técnicos, o cronograma de execução e o montante financeiro necessário para a nova obra dependem da conclusão do projeto de engenharia, que está em fase de consolidação.
Para os motoristas que necessitam transitar pela região, o órgão mantém a recomendação de utilizar as rotas alternativas via BR-153 e TO-239, passando por municípios como Guaraí, Tupiratins e Itacajá. Informações adicionais sobre o andamento das obras podem ser consultadas diretamente no portal oficial do Dnit.