Investigação aponta conflitos familiares como pivô do crime
A Polícia Civil de Mato Grosso avançou nas apurações sobre o assassinato de Bruno Alexandre Souza da Silva, de 24 anos, ocorrido em outubro de 2025. O crime, que chocou a cidade de Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, é tratado pelas autoridades como um caso de possível disputa por herança e desentendimentos judiciais envolvendo membros da própria família da vítima.
Nesta segunda-feira (3), a Operação Philéos cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a familiares de Bruno. A ação foi coordenada pela Delegacia de Confresa, contando com o suporte operacional das equipes das delegacias de Vila Rica e Porto Alegre do Norte, visando esclarecer a dinâmica do homicídio.
Prisões e apreensões durante a Operação Philéos
Durante o cumprimento das ordens judiciais, dois homens foram detidos em flagrante. As autoridades apreenderam armas de fogo e munições de calibre permitido, o que resultou na autuação dos suspeitos por posse e porte ilegal de armamento. O delegado Rogério da Silva Irlandes, responsável pelo caso, reforçou que as diligências buscam agora confirmar a participação direta dos detidos na execução do jovem.
Dinâmica do ataque e sobrevivência da criança
O crime ocorreu no bairro Babinsk, em frente à residência da vítima. Segundo o inquérito, Bruno Alexandre retornava do trabalho com sua companheira quando foi surpreendido por um homem encapuzado, que efetuou seis disparos contra ele. O atirador fugiu a pé logo após a ação criminosa.
No momento do ataque, a vítima segurava sua filha de um ano e dois meses no colo, dentro do veículo. A criança foi atingida de raspão pelos disparos, mas sobreviveu ao atentado. A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso continua coletando depoimentos e provas técnicas para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Poder Judiciário.